terça-feira, 1 de maio de 2012

UMA CRÍTICA A AUSENCIA DO ESPÍRITO OLÍMPICO NA RECORD


Ontem publiquei no OiTV News um post falando da cobertura do canal ESPN da qualificação olímpica da Vôlei Feminino Europeu. Acho fantástico quando aparecem na mídia esportiva transmissões diferentes. Empolgo-me, assim quanto do mundial de curling pelos canais Sportv como a oportunidade de acompanhar as qualificações olímpicas. Ao mesmo tempo que sinto-me empolgado a decepção vem por parte daqueles que se dizem a emissora olímpica no Brasil.

Quando a Record anunciou a exclusividade de Londres e dos diversos pan-americanos fiquei contente. É bom não haver monopólios e perceber outros padrões de qualidade na cobertura de um evento tão significante. Mas a alegria começou a se desfazer quando algumas atitudes são tomadas. Entendo que a emissora principal tenha foco na briga pelos índices de ibope. Mas poder-se-ia explorar melhor a emissora secundária e tentar com isso alavancar estratégias de marketing. Vejam só, uma ideia gratuita!!!

Não há como criar uma cultura olímpica numa emissora alternativa quando neste país o padrão de televisão é Globo. A Record conseguiu um sucesso relativo nas Olimpíadas de Inverno, audiências medianas a interessantes em Guadalajara, mas não será a Top 1 em Londres.   Não será por um simples motivo, não há cultura olímpica e nem preparação do telespectador comum para as olimpíadas. Não se faz jogos apenas de quatro em quatro anos, se faz com jogos e com a sua preparação – transmitir sorteios dentro do jornalismo não é cobertura esportiva. Outra grande dificuldade que será encontrada é o aumento significativo de pessoas com TV por assinatura. O telespectador comum ficará na Record, mas os amantes dos esportes zapearão pelas inúmeras novidades que serão apresentadas nos canais ESPN; SPORTV e BANDSPORTS. Qual será o público alvo da Record senão o espectador comum? A crítica não é destinada aos ótimos profissionais que lá estão com microfone a mão, mas a ideia de fazer olimpíada sazonal e não cotidianamente.