domingo, 20 de maio de 2012

Sem palavras


Sempre fui tão displicente com as palavras. Muitas vezes irresponsável. Sem olhar para as conseqüências fui semeando ao vento uma grande quantidade delas. A vida encontra maneiras simples de fazê-las ecoar. Ouvir o eco pode ser um sinal de alegria ou um passo as lágrimas.

De Oswaldo Montegro, sempre não é todo dia.
Eu hoje acordei tão só
Mais só do que eu merecia
Olhei pro meu espelho e ah....
Gritei o que eu mais queria
Na fresta da minha janela
Raiou, vazou a luz do dia
Entrou sem me pedir licença
Querendo me servir de guia

Na fresta da minha janela
Raiou, vazou a luz do dia
Entrou sem me pedir licença
Querendo me servir de guia

Eu que já sabia tudo
Das rotas da astrologia
Dancei e a cabeça tonta
O meu reinado não previa
Olhei pro meu espelho e ah....
Meu grito não me convencia
Princesa eu sei que sou pra sempre
Mas sempre não é todo dia...