domingo, 25 de março de 2012

Mc Jesus Feliz

É espantoso reconhecer que as igrejas “dinheiristas” conseguiram caminhar na contramão de Lutero, o “pai do protestantismo” que, nas 95 teses contra as indulgências, pregava contra o comércio de objetos sagrados, fetiches, etc. Novamente, é a “moral cínica” dirigindo o destino da instituição e de seus agentes: “eles sabem que exploram, mesmo assim continuam explorando e justificando o quanto seu gesto é moral!”. Na verdade, esse espírito da fé que poderíamos denominar de “pós-moderno”, está sintonizado com o capitalismo pós-moderno ou pós-industrial: tende a se espalhar rapidamente e a qualquer preço, a exemplo do Mc Donald’s, ora tem um discurso aparentemente sofisticado e moral, mas que esconde sua verdadeira moral cínica.

Este parágrafo é parte do artigo de Raymundo Lima, clique aqui, para acessar o artigo completo. O destaco porque ontem vejo no JN da Rede Globo o Bento XVI tecendo críticas ao marxismo e o relacionando com Cuba. Como pode o Vaticano se preocupar com o marxismo, se é que há marxismo em Cuba, enquanto que sua preocupação dever-se-ia olhar para a teologia da proposperidade e os eveitos sociais que esta tem sobre sua igreja.