terça-feira, 3 de janeiro de 2012

ESTAMOS NA REDE

Durante as férias uma das coisas que gosto de fazer é por as leituras em dia. Ao longo do ano vou recolhendo links e artigos e por vezes deixo a leitura de lado. Agora é hora de por tudo em dia. Um dos sites que visitei, gostei e favoritei no navegador é o da jornalista, professora e pesquisadora do PPGL e do curso de Comunicação Social da UCPel, Raquel Recuero, recomendo uma visita ao site. Muito bom e com materiais e leituras interessantes. A partir de algumas leituras despretensiosas fiz algumas anotações desconexas.

Não há como não pensar as questões que envolvem a internet nos dias de hoje, porém pensar tais questões é um grande desafio pela forma líquida como ela se mostra. O ciberuniverso sofre transformações constantes. A todo tempo novidades estão surgindo e ideias estão sendo sepultadas. A comunicação e a informação digital acabam com o conforto da segurança. Tudo está em movimento. Um exemplo disto é o fenômeno do Twitter. Esta perplexidade do movimento é retratada pela voracidade das atualizações da timeline do site. E ela nos dá a ideia de que todos e tudo estão em rede. A rede evidencia as diversas possibilidades de ligação. Estou acompanhando o noticiário de uma cidade do interior do país, interagindo com o narrador da transmissão de futebol americano e trocando algumas conversas com uma amiga que está na Europa. Porém o que é considerável neste momento é que a informação, atualizada constantemente, “não está como era”, apenas dada para um leitor-consumidor, mas está para uma relação de interação entre os nós que compõe as redes através do “não-lugar” da mobilidade líquida. Enquanto isso podemos dizer também que a “mobilidade” permite ao twitteiro o desprender-se do estar para twittar. Seria o twitter a realidade da “utopia”?