segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O RITUAL

Agora a noite assisti o longa “o ritual”. O filme trata de uma obra de ficção onde um cético (Michel Kovak) é encaminhado a Roma para estudar acerca de exorcismo. O então seminarista, cético, se depara com um padre da escola de exorcismo do Vaticano, Lucas, que usa métodos nada ortodoxos para exercer sua prática. No decorrer do filme Michael, o cético, se envolve com o tema e começa então o drama que dá sustentação ao filme. O longa questiona a linha tênue que separa fé e ceticismo.

Outro dia vi um episódio de The Simpsons onde Homer conceituava fé como crença em algo que não existe. No caso do longa o conceito de fé não cabe, pois os efeitos ficam bem evidentes. O abstrato torna-se concreto e no caso tão concreto que afeta a pessoalidade de Michel. O longa mostra que a fé pode então, deixar de lado o conceito simpsoniano e tornar-se algo bem concreto, nem tanto quando o filme Exorcísimo, o clássico de William Friedkin.E é esta questão que move montanhas, a busca da concretude da fé. O que vemos nos tele-cultos são inúmeros fieis que não buscam mais o encontro espiritual, o encontro do sagrado, mas estão numa busca da materialidade da prosperidade que se assume como o neosagrado nos discursos da teologia da prosperidade. Um reflexo da modernidade líquida, os conceitos naquilo que estão para além do humano se diluem diante daquilo que eram tradicionalmente e se transformam em busca da solides, mas esta é passageira. Hoje é a prosperidade, amanhã seria o amor, depois, cura e libertação, enquanto isso o verdadeiro encontro com o “eu” deixa de existir.

FICHA TÉCNICA: título original: The Rite. / gênero: Terror / duração: 1h54 / ano de lançamento: 2011 / site oficial: http://theritemovie.warnerbros.com / estúdio: New Line Cinema, Contrafilm, Fletcher & Company / distribuidora: New Line Cinema , Warner Bros. Entertainment / direção: Mikael Håfström / roteiro: Michael Petroni, inspirado no livro de Matt Baglio The Making of a Modern Exorcist / produção: Beau Flynn e Tripp Vinson / música: Alex Heffes / fotografia: Ben Davis / direção de arte: Lóránt Jávor / figurino: Carlo Poggioli / edição: David Rosenbloom.