segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Manifesto protesta contra exoneração de professores que participaram de greve

Post publicado no Blog da Giovana, do Portal Click RBS

A comunidade escolas da EEB Cel. Pedro Christiano Feddersen, da Vila Itoupava, em Blumenau, lançaram um manifesto protestando contra a exoneração de duas professoras que ocupavam cargos de assessoras de direção (cargo de confiança). O motivo alegado para a dispensa da função gratificada foi a participação na greve dos professores, iniciada em maio e que durou 62 dias.
A exoneração da função ocorreu no começo do mês. Os partidos (PPS e PTB) aos quais as duas professoras eram filiadas _ e por quem foram indicadas _ tinham até dia 10 de outubro para indicar outros nomes. O presidente do PPS de Blumenau, Claudio de Oliveira, reclamou do prazo exiguo para indicação. Não teve tempo de indicar. Diz que, como este é um ato do poder Executivo, não há muito o que fazer. Apenas obedecer.
Segundo a gerente de Educação da SDR de Blumenau, Simone Malheiros, como não houve indicação de novos nomes neste período, até o final deste ano os cargos ficarão vagos. Motivo: os mesmos reclamados pela comunidade escolar: término do ano letivo e não haveria tempo de novas contratações. As duas professores voltaram a atuar em sala de aula.
Leia trecho do manifesto:
“Tanto o grupo de professores, como alunos e demais entidades democráticas atuantes na escola, vem através deste demonstrar sua indignação e listam abaixo alguns pontos que são relevantes e que estão diretamente ligados a todo este processo:
1º Estamos em término de ano letivo, faltando apenas 1 bimestre para finalizá-lo
2º Temos todo um trabalho pedagógico, funções pré-estabelecidas nas mãos dessas pessoas
3º Estamos com pessoas responsáveis (ACT e efetivos) ocupando essas aulas. Os mesmos também estão financeiramente organizados até dezembro deste ano e com esta determinação ficarão desempregadas
4º A escola como um todo (alunos, pais, professores) não foram consultados em relação ao rendimento dessas duas comissionadas, a fim de poder argumentar o contrário em relação à exoneração
5º O grupo de professores e as entidades democráticas da Unidade Escolar acredita que não há um processo democrático e sim punitivo por parte das partes que tomaram a decisão de exonerá-las, haja vista que (por telefone) alegaram que o motivo é a greve
6º As mesmas pessoas que as exoneram ou que o mandam fazer, nunca se deram o trabalho de aparecer em nossa instituição de ensino a fim de verificar em que condições de trabalho estamos operando e tampouco saber se ambas são eficientes ou não no que fazem, se precisamos delas ou não, enfim nunca deram as caras (…) As duas assessoras que querem exonerar são partes ativas nesse processo de fazer a recuperação desses alunos e tentar estabelecer a ordem na escola. Ninguém até o momento se comprometeu em nos ajudar e sim, pela imposição feita, apenas para atrapalhar”