sábado, 8 de outubro de 2011

Empregos que vão desaparecer

Entrevista concedida ao site Whatever



W: Em sua opinião, quais serão as profissões do futuro? E quais tende a desaparecer com o tempo?


Penso que as atividades de exercício repetitivo manual que podem ser substituídas por máquinas tendem a desaparecer num espaço curto de tempo. Enquanto que as profissões do futuro tendem a serem aquelas que, em certo grau, fomentam a virtualidade dos espaços. A consolidação dos espaços educacionais na modalidade EaD, tomando como exemplo, criarão uma nova forma da atividade docente.



W: Qual a principal explicação para o "sucesso" dessas profissões?


Penso que seja a capacitada de adaptação aos processos sociais e a forma de compreensão como estes processos estão em constante construção e, ao mesmo tempo, transformação seja uma explicação substancial para o "sucesso" nos novos espaços.



W: Qual a principal explicação para a "extinção" dessas profissões?


O centro da questão está no processo virtualização e automação do tempo e dos espaços. Grande reflexo disto é o setor da agricultura, ou melhor, o agrobussiness. Na Europa, 5% da população economicamente ativa está neste setor, enquanto que na região Nordeste do Brasil o índice está na casa dos 15%. Qual a grande diferença? A virtualização e automação de como estes espaços estão/são ocupados: maior produção em menor tempo/espaço com menor uso de mão de obra e maior mecanização. Receita que o Brasil ainda está aprendendo.



W: Qual a relação do avanço da tecnologia com o sucesso e o desaparecimento de algumas profissões?


O setor que mais cresce neste início de século é o setor quaternário, que envolve empresas do setor de informática e informação. O sucesso está na capacidade de antever as mudanças do mercado e se preparar com trabalho e inteligência para este espaço.



W: Quais são as vantagens de se graduar em cursos práticos, que ensinam a realidade do mercado?


Se os cursos universitários não estiverem preparados para a realidade do mercado estão fadados ao desaparecimento. As maiores universidades do Brasil possuem a preocupação de uma constante adaptação curricular à realidade circundante. Então, não é uma questão de vantagem, mas de uma necessidade diante do mercado que se desvela.