sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Tempo perdido

Ontem acompanhei o show de abertura da noite do Rock in Rio, o tributo a Legião Urbana. Fantástico. É impossível não se emocionar vendo aquela platéia cantando músicas tão antigas. Dinho, do Capital, afirmou no palco que os intérpretes se faziam desnecessários diante de um público cantor. O que me tocou, além do que descrito, foi lembrar as letras, cantar junto sozinho na frente da televisão, ver que os meus heróis da adolescência possuiam conteúdo e uma mensagem a ser dita. Saber que naquelas poesias musicadas há uma história...

Todos os dias quando acordo
Não tenho mais
O tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo...

Todos os dias
Antes de dormir
Lembro e esqueço
Como foi o dia
Sempre em frente
Não temos tempo a perder...

Nosso suor sagrado
É bem mais belo
Que esse sangue amargo
E tão sério
E Selvagem! Selvagem!
Selvagem!...

Veja o sol
Dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega
É da cor dos teus olhos
Castanhos...

Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos
Distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo...

Não tenho medo do escuro
Mas deixe as luzes
Acesas agora
O que foi escondido
É o que se escondeu
E o que foi prometido
Ninguém prometeu
Nem foi tempo perdido
Somos tão jovens...

Tão Jovens! Tão Jovens!...