terça-feira, 29 de março de 2011

Sugestão de Leitura

Costa e Silva ficou muito aborrecido quando, em seu discurso, Márcio Moreira Alves disse que era uma estupidez colocar 32. pessoas em cima de uma moto. Márcio Moreira questionou por que o desfile militar não usava passistas como os do Carnaval; por que os pracinhas, que são a velha "guarda do Exército, não desfilavam no carro abre-alas; e, finalmente, por que a genitália desnuda não era permitida. Em vez de ouvir o deputado e fazer uma autocrítica, os militares preferiram partir para o desaforo. No dia 13 de dezembro de 1968, lançam o ai-5. A princípio, o ai-5 — Alcance Imediato com cinco quilos de explosivos — seria o nome de um míssil fabricado pela Engesa (Engenheiros Especializados S/A). Como o míssil não funcionou e o projeto foi engavetado, os militares aproveitaram ó nome Ai-5 como Ato Institucional Número 5. Com esse ato, a liberdade foi a nocaute e seus filhos, agora órfãos revoltados, criaram no Brasil a luta armada. Os envolvidos na luta armada eram na sua maioria estudantes, intelectuais e artistas. Havia naquela época dois tipos de luta: a armada e a desarmada. Na armada, o guerrilheiro troca tiros, e, na desarmada, socos e pontapés.

INDICO COMO LEITURA: A outra história do Brasil: a versão desavergonhada e sem cortes que explica tudo de Jovane Nunes. Publicado peloa Editora Planeta do Brasil, em 2009

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