segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O Brasil pós Dunga

Hoje consegui assistir o jogo da seleção. O primeiro jogo da "era Mano Meneses" que assisto. Vamos deixar claro um pressuposto: sou fã de Mano Meneses desde a Batalha dos Aflitos.

Vi uma seleção diferente. Diferente porque ainda tenho em minha mente uma seleção de discurso ríspido, de professores exemplificados que falavam de patriotismo, de jogadores de botinadas [cadê Felipe Mello?], de um técnico a esmurrar o banco de reservas e desafiar jornalistas. O que vi hoje foi um amistoso de futebol despretensioso, mas alegre. Leve, com muitos toques e com posse de bola. Um jogo de futebol não é uma batalha, é uma partida de técnica, acima da raça. Até agora os adversários não promoveram um teste digno de copa do mundo, mas para um evento com 32 seleções, não é preciso muito mais do que uma Ucrânia para testar selecionáveis. Mas não quero discutir futebol, quero dizer que é agradável sentar a frente da televisão para acompanhar os canarinhos. Parece que ter um amor pela seleção se faz de um grupo com nomes de talentosos. Nomes que são escolhidos de acordo com um perfil de jogo que vai além de grandes patrocínios.

O último amistoso do ano será a Argentina, os comentaristas falam de retorno de alguns medalhões, mas será preciso? O que sai deste jogo são garotos alegres que trazem para a seleção um novo momento. Desde que acompanho futebol não vejo tanta graça num amistoso como neste que vi.

O Brasil, enquanto seleção principal, terá duas competições até 2014: Copa América na Argentina no ano que vem e Copa das Confederações, nestas terras, em 2013, será suficiente?