segunda-feira, 19 de julho de 2010

Indiana Jones é um estupro da arqueologia

Nestes dias sombrios do inverno catarinense e com muita dor de garganta me recolhi a acompanhar a televisão. Consegui ver a primeira trilogia de Indiana Jones. Aquilo é um estupro da arqueologia. O herói profana templos, saqueia objetos e deturpa uma ciência. As ações são criadas a partir de um enredo do inimigo que quer conquistar o mundo e sustenta a mitologia americana de salvação. Porém, o salvador vem vestido como cowboy destruidor. O que me deixou mais emputecido com a história é a despreocupação com aquilo que entendemos por história e sua verdadeira manutenção. Elementos mágicos tomam dimensões transcendentais de deixam de lado uma racionalidade que poderia servir de exemplo a um enunciado mais adequado. Interessante (para encontrar algum adjetivo) pela ação, lamentável pela desenrolar do enredo.