domingo, 11 de julho de 2010

Antifutebol total

Vou pegar emprestada a ideia de PVC na transmissão da ESPN Brasil. A Holanda apresentou um antifutebol nesta final. Não sou torcedor de futebol, apenas uma amante do esporte bretão, e desde que consegui ver uma Holanda equilibrada comecei a palpitar em seu favor. Diferentedo Brasil no segundo tempo das quartas-de-finais, os holandeses não foram desiquilibrados, mas usaram uma tática que não permitia jogar o jogo a ser jogado, as faltas e o modo de ser grosso em campo é parte de uma tática arriscada. Linhas de quatro jogadores do melhor estilo: a bola pode passar, mas o adversário não. Não sãobotinadas a moda Felipe Mello, mas são faltas dentro de um esquema de antifutebol. Duas chances claras de gols no tempo normal, onde a Espanha tivera domínio, mas o domínio espanhol se mostrou um domínio inútil, afinal não consegui converter em gols. O objetivo do futebol não é dominar, é marcar gols. O antijogo da Holanda em certo grau deu certo. Esta final não foi um jogo bonito de se ver como o Alemanha e Uruguai, mas representou muito bem o que foi esta copa. E numa falha de arbitragem que dera um tiro de goleiro erradamente, surge um gol achado de Iniesta (6). Numa Copa de falhas, uma falha antecipada a jogada determina a campeã. Se o esquema holandês foi do antifutebol, no nível dos juízes não foi diferente. Os espanhóis que nada tem haver com a situação levantam o segundo caneco em dois anos.