segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Sua obra continua viva

Entre todos os filósofos da Anarquia, Pedro Kropotkin foi aquele cujas concepções mais largamente penetraram na consciência dos operários do Brasil. Quando a dolorosa notícia do desaparecimento do nosso amigo chegou ao Brasil, estou certo de que o pensamento de todos os explorados que vivem sob o Cruzeiro do Sul voou para a longínqua Moscou, onde morreu o filósofo de A conquista do pão. Mas Kropotkin pertencia à plêiade de homens cuja morte é a consagração da vida, e que morrendo se imortalizam. Ele morreu, mas sua obra continua viva e crescerá sempre mais em um futuro que parece muito próximo, resplenderá na glória da Comuna Universal dos Trabalhadores.

Canellas in Temps Nouveaux, números 19 a 21, número special consacrê a Pierre Kropotkine, mars, 1921; citado em SALLES, Isa. Um cadáver ao sol. Rio de Janeiro: Ediouro, 2005, p. 67/68