sábado, 16 de janeiro de 2010

A moral da sobrevivência

O fato de termos preocupações recíprocas pode determinar uma ação moral. Para justificar esta afirmação quero relembrar um argumento antropológico da moral como uma questão de sobrevivência. Vejamos o exemplo de leões e elefantes que vivem em bando. O que acontece com os elefantes quando são atacados por leões? Procuram fugir em bando para se proteger. Na confusão permanecem agrupados. Há um despertar do instinto da proteção através do gesto do agrupamento. Poderíamos transpor esta ação para o campo da vida humana. Há antropólogos que definem que a moral nascera na história da humanidade como um instinto de sobrevivência. Há o agrupando e através dele o despertar de um conjunto de regras e normativas que servem como um instrumento de proteção para o grupo. A vivência de bandos torna o grupo mais forte e há o despertar de princípios que mantenha uma determinada ordem dentro do grupo. Esta ordem nasce a partir da necessidade primária da sobrevivência. O passar dos tempos faz esta função desaparecer e o que entendemos por moral assumiu outra postura. Hoje o ser humano pode se recolher a sua vida privada e nela construir os mecanismos necessários para a sobrevivência que vão além daquilo que é prescrito exteriormente como moral.