segunda-feira, 2 de novembro de 2009

SONHOS


Por que a vida deve ter sentido? Há uma desnecessariedade em tal busca. Não seria melhor simplesmente viver? No sábado assisti a uma peça de teatro sob direção do meu amigo Glomer. A peça mostrava a vida de um grupo de jovens que vivera na rua sob a orientação ditatorial de um deles. O grupo heterogêneo vivia na miséria: financeira e humana. As sobras da sociedade demarcam o tênue limite entre a vida e morte, entre a miséria e as migalhas. Apesar da vida sub-humana uma coisa não faltara àqueles jovens: a vontade sonhar. Eu iria escrever sonhos simples, mas sonhos não podem ser mensurados. Sonhar é apenas viver, sem a pseudo-necessidade de uma busca de sentido para a vida. Ser miserável ou ser abastado não impede de sonhar, e sonhar é ser. Ser é viver e ponto.
Teatrar é deixar-se SER em busca de um sonho...