domingo, 29 de novembro de 2009

LULA E A BEBIDA

Amigos, hoje o blog FILOSOFANDO se dedica à política. Durante tempo fui militante da esquerda. Após oito anos de governo Lula, vejo a política através de outro viés. Algumas atitudes deste governo me fazem acreditar que o fascismo perambula pelas largas avenidas da capital. Segue alguns trechos do livro de Larry Rohter, correspondente do Jornal The New York Times que foi expulso do Brasil por tecer críticas a um governo que por anos criticou quem estava no poder.

LULA E A BEBIDA (Trechos do livro de Larry Rohter): "O meu relacionamento com Lula, embora esporádico, data dos anos 70, quando ele estava surgindo como líder sindical e eu, um correspondente recém-chegado ao Brasil, o acompanhei e o observei. Já conversei bastante com ele, ouvindo declarações astutas e também bobagens, todas devidamente anotadas no meu bloquinho. Já tomei água, refrigerante e até uma cachacinha com ele. Então, fico perplexo quando ouço o presidente alegar que nunca teve nenhum contato comigo. A verdade é comprovadamente outra" (...) "Também fiquei impressionado na época com as generosas quantidades de álcool que ele consumia. Como tenho por hábito quando estou trabalhando, eu me limitava a tomar Fanta Laranja, e me lembro de Lula me provocar com bom humor por causa disso. 'Que que é isso, meu caro? Um jornalista que não gosta de beber?'. Enquanto ia de uma reunião a outra, ele bebia o que lhe oferecessem: cachaça, uísque, conhaque para se aquecer em manhãs frias, e mesmo a cerveja da qual ele afirma não gostar. Às vezes seus olhos ficavam injetados e sua fala, enrolada. Era difícil dizer se isso se devia ao álcool, porque ele estava visivelmente fatigado de tensão e falta de sono, e tendia, mesmo quando não tinha bebido, a falar alto e divagar em público, pulando de um tópico a outro"

REFERÊNCIA: ROTHER, Larry. Deu no New York Times (tradução de Otacílio Nunes, Daniel Estill, Saulo Adriano e Antonio Machado; Objetiva; 416 páginas; 39,90 reais).