domingo, 12 de abril de 2009

Presságio

Um filme para marcar a fim do mundo. A saga de Hollywood para discutir de que forma o mundo terminará. Gostei muito do início do filme das questões que envolviam os números e da discussão entre determinismo e ocasionismo proposta pelo personagem interpretado por Nicolas Cage, mas fiquei decepcionado com o final do filme. Ele não consegue empolgar, não há altos e baixos, uma linha continua a espera de alguma coisa que não acontece.

Chama-me a atenção e consigo abstrair a reflexão sobre o determinismo que o filme tenta demonstrar. Os eventos naturais não podem simplesmente estar marcados por eventos aleatórios despretensiosos jogados no caos? Segundo o trailer há uma determinação dos fatos. Mas que determinação é esta? Durante a sessão me perguntava por que razão estava eu ai sentando na terceira cadeira da penúltima fileira da terceira coluna da sala três? Há um motivo ou a escolha havia sido aleatória? Não quero comparar minha cadeira com os eventos do universo. Mas o que motiva minhas escolhas? Esta é a pergunta que estava eu me fazendo. Durante a viagem cientifica que misturava crença e cientificismo estava eu pensando nas mais simples e momentâneas decisões que são tomadas ao longo do dia, algumas vezes uma vontade enorme de retroceder ou de adiantar, mas são poucos que o desejo maior é fazer o tempo parar. Ao falar do fim do universo venho para a questão do tempo e isso me preocupa porque há momentos que o tempo não é capaz de resolver alguns problemas. Aqui fica um liquidificador de ideias sem altos e baixos como o filme o foi.

Ficha Técnica: Elenco: Nicolas Cage, Rose Byrne, Adrienne Pickering, Nadia Townsend, Ben Mendelsohn, Chandler Canterbury, Terry Camilleri. Direção: Alex Proyas. Gênero: Suspense. Duração: 124 min. Classificação: 12 Anos