terça-feira, 27 de janeiro de 2009

NÃO MATEM O LEITOR

O verbo ler não suporta o imperativo. Aversão que partilha com alguns outros: o verbo amar... o verbo sonhar...

Bem, é sempre possível tentar, é claro. Vamos lá: me ame! Sonhe! Leia! Leia logo, que diabo, eu estou mandando você ler!

- Vá para o seu quarto e leia!

Resultado?

Nulo


 

(...)


 

Ler devia ser sempre um presente, "um momento fora dos momentos', um hiato de distensão dentro de um cotidiano tedioso. Quem sabe o valor da leitura não força ninguém a ler. O melhor caminho é o incentivo, ter lido e motivar o outro a procurar o livro que tanto nos entusiasmo e encheu nossas horas por dias e meses.


 

SUGESTÃO: Como um romance. Daniel Pennac. Rocco, 150 págs.

FONTE: Rascunho, n° 104, dezembro de 2008, pág. 18.