quarta-feira, 1 de outubro de 2008

O iPhone nosso de cada dia

Esta semana chegou ao Brasil o iPhone, filas e correria para comprar o novo brinquedinho. Mas qual a verdadeira necessidade de tal aparelho? O que nos faz dispensar o antigo e buscar o novo? Tecnologia, status, modismo? Por que buscamos sempre o novo mesmo sabendo que o nosso velho não é tão “velho” assim.

Discutir conceitos de ideologia pode não estar tão na moda quanto o brinquedinho da Appel, mas ainda se faz presente tal definição. A wikipédia traz como ideologia o termo usado no senso comum contendo o sentido de "conjunto de idéias, pensamentos, doutrinas e visões de mundo de um indivíduo ou de um grupo, orientado para suas ações sociais e, principalmente, políticas". A ideologia, segundo Karl Marx, pode ser considerada um instrumento de dominação que age através do convencimento (e não da força), de forma prescritiva, alienando a consciência humana e mascarando a realidade.

A febre do iPhone não será apenas um conjunto de idéias que geram uma nova postura diante daqueles que me cercam? Ou ainda, há um convencimento de que é preciso mais do que um simples aparelho para registrar as chamadas e receber torpedos? Não tenho as respostas, mas é preciso ir superar a dependência e alienação tecnológica que insiste em nos flagrar a cada momento.

p.s.: momento mea culpa, sei que há tempos estou deixando as linhas tortas deste blog de lado. A correria do dia-a-dia consegue ser mais forte que a vontade de falar ou escrever. Grato pela compreensão dos poucos e bons leitores.