quarta-feira, 13 de agosto de 2008

O TEMPO NA DESPEDIDA E NA CHEGADA

A idéia de tempo ainda está presente em meus pensamentos. Durante o final de semana garimpei pela net uma música da novela Senhora do Destino. Não lembrava o nome, menos a letra. Sem saber como buscar, procurei pelo álbum e encontrei tal música: Encontros e despedidas.

O que isso tem em relação com o tempo? Não sei sua opinião leitor, mas acho a rodoviária um lugar estritamente triste. O tempo é marcado pela tristeza da despedida ou pela alegria da chegada, como seu contrário também pode acontecer. O vai e vem dos ônibus deixam o esperante um tanto deslocado. Se o tempo lhe obedecesse à vida naquele lugar seria diferente. Durante muitos anos mantive inúmeras passagens pelas mais diversas rodoviárias de Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Mas nenhuma delas me marcou como o singelo terminal de Brusque. O vai e vem da vida que se repete das pessoas se contrasta com a esquina que a contorna. Naquela esquina, quando o ônibus partia deixava eu para trás uma cidade e sem saber deixava para trás também um tempo valioso. E no tempo estavam coisas que hoje descobri a imensidão de seu valor. Um tempo, uma distância e também um sonho... “melhor ainda é poder voltar quando quero (...) tem gente que chega para ficar, tem gente que vai para nunca mais e tem gente que vem e quer voltar (...) tem gente a sorrir e a chorar, e assim chegar e partir são dois lados da mesma viagem”. Viagem esta que me deixei perder no tempo.

Se você tiver paciência procure no meu arquivo de post, em agosto, o texto NINHARIA...