sábado, 30 de agosto de 2008

EM TEMPOS DE NÃO TER TEMPO

Depois de noventa dias parado eu voltei finalmente a todas as minhas atividades normais. Sinto ainda a falta de ritmo. Confesso que chegar com disposição na sexta-feira de tarde é complicado. Mais complicado é planejar as atividades do sábado e passar pelo domingo. A correria das inúmeras coisas pode ser uma faca de dois gumes. Se por um lado é possível ser demasiadamente produtivo por outro lado pode ser uma grande fuga para as questões mais profundas do ser. Estas questões vão sempre habitar nossa alma, nos fazer voltar e pensar no tempo que passou nas oportunidades perdidas e das atitudes covardes que tomamos por impulsos. Mas um a única coisa pode restar é saber que em meio a tantas coisas há um ser humano que busca sempre mais e mais querer o maior encontro de todos: o encontro consigo e nele a sombra do sonho.

Quem irá dizer que não existe razão nas coisas feitas pelo coração”.