quinta-feira, 17 de julho de 2008

O estar: quem ficará marcado na história?

A reflexão de hoje é destinada aos alunos da EEB Frei Policarpo. Vou passar algumas horas agradáveis numa discussão na escola num dia especial, onde estaremos pelo puro prazer de estar juntos. Aliás, assim deveriam ser todos os dias, mas muitos se escondem por trás das notas e avaliações e fazem disso pretexto do estar, mas estar é estar somente quando há prazer.

Quem fica marcado na história? Este vai ser o tema de nossa conversa. Ao pegar qualquer livro de história observamos inúmeros rostos marcados, alguns belos e outros feios. Alias, mais feios do que belo. Mas aqui não importa a beleza, mas seus feitos. Shutruck-Nahunte fora um rei muito poderoso de Elam, mas é desconhecido da história da humanidade. Por que é desconhecido? Conquista sem contribuição não tem sentido. O sentido não está na conquista, mas sim, na contribuição. Não pretendo que meus alunos se especializem nas conquistas, mas os quero especialistas na contribuição. Cada um de nós possui uma história de vida que é única, rica e feita de sonhos, conquistas (com o perdão do trocadilho) e também de fracassos. Mas é única, ela é nossa e de mais ninguém. Poderá ficar marcada numa lápide empoeirada de cemitério, mas poderá ser lembra por longas gerações nas histórias de família como um ser que soube na simplicidade contribuir para a felicidade do homem. A troca de experiências, de conhecimentos, de estar juntos pode ser uma contribuição sem fim, contanto que seja feita com de peito aberto esperando nada mais do que simplesmente “estar”.