terça-feira, 27 de maio de 2008

PARADA DO ORGULHO GAY

São Paulo parou no último domingo. Parou não, porque aquilo tudo estava muito bem agitado. Dançavam ao som da música eletrônica. Divertiam com fantasias coloridas. O puder e o despudor parecia o mesmo lado da mesma moeda. Gritavam pelo fim do preconceito, seria idealista se não fosse os números:

- 200 milhões de reais movimentados, com geração direta e indireta de empregos;

- Segundo maior evento turístico da cidade de São Paulo;

- 37% dos participantes são heterossexuais;

A celebração da diversidade que faz doze anos na maior cidade do Brasil não é apenas uma festa, mas um grande negócio. O turismo que olha para um público singular e busca se adequar a estas novas necessidades. Uma festa aberta, ou melhor, um carnaval fora de hora. O reflexo da busca de uma identidade acaba voltado ao mercado e busca dentro dele sua afirmação. Deixou de ser idealizadora e busca agora ser lucrativa. O sistema não olha valores, o sistema olha seu produto final, seja quem for o servidor e o servido, seja valor tradicional ou busca da aceitação: apenas mercado. Somos ainda filhos deste sistema capitalista que transforma tudo e a todos em números estatísticos e produtos da grande unidade consumidora, a aldeia global.

Fonte dos dados: Página 1. TV Record News, segunda-feira, 26 de maio de 2008