quarta-feira, 21 de maio de 2008

NADA ACONTECE POR ACASO, SERÁ?

Não sei se este é o último post com 27 anos ou o primeiro com 28 anos, mas antes que a duvida shakespeariana me corroa quero registrar algo que me ocorreu hoje. Explicando pela enésima vez o acidente que fraturou a tuberosidade maior do úmero direito ouvi a frase: “nada acontece por acaso”. Será? Haverá mistérios mágicos que orquestram a vida por detrás de um baque de moto? Se houver, serão estes mistérios que permitem que o grande amor se vá numa fraqueza de espírito e volte como num grande milagre? Será o acaso responsabilizado pelas nossas grandes aventuras, onde a vontade do acerto é a grande justificativa moral – mesmo que imoral? Ainda caberá o acaso o desfruto das grandes destruições ditas naturais ou da irresponsabilidade de muitos que nos cercam? A filosofia descreve o acaso como a imprevisibilidade dos eventos em decorrência da própria constituição do mundo objetivo, cujas recorrências e leis não dispensam oscilações probabilísticas, isto é, um grau relativo, freqüente e mensurável de incerteza e indeterminação; aleatoriedade. Mas o acaso pode ter me trazido até aqui, mas se não for senhor de minha própria existência o acaso não vai me proteger enquanto viver.