domingo, 25 de maio de 2008

GP DE MÔNACO

Assistir Mônaco e não se lembrar de Senna é algo improvável. A transmissão da TV começou justamente lembrando-se dos fatos do rei das pistas. O telespectador precisa de heróis, de homens que se aproximam dos deuses para justificar a dificuldade de cada amanhecer, como diria Cassirer: “o homem é um animal simbólico”. Entre simbolismo e a realidade, dizem os entendidos que as ruas do principado separam os grandes pilotos dos pilotos normais. Se a máxima for verdadeira, o bi-campeão Alonso ultrapassou, ultrapassou até achar um carro pela pista, apenas um piloto. Vettel, Sutil e Barrichello foram além da perspectivas de seus carros, Sutil foi prejudicando pelas lambanças do atual n° 1 – mas nem sempre o esporte é justiça, eis três grandes pilotos. Por falar de justiça a Ferrari faz coisas que ninguém entende, erros estratégicos grotescos que poderiam ter deixado seus pilotos em melhor situação na corrida: nem sempre as máximas são verdadeiras. Hamilton venceu e cadê Piquet na prova?