sábado, 19 de abril de 2008

Um beijo no museu

As escadas ruíam. O barulho do vento parecia ser uma tempestade que encobrissem o impossível. Não era impossível, na verdade era proibido. Tão proibido que os céus se mostravam divididos: parte dele chorava com a chuva tentando impedir, parte dele sorria com o sol como um sinal de aprovação. As duas almas que ali se encontravam não sabiam o que falar o que ver e o que sentir. Na dúvida ele teve uma coragem que poucas vezes mostrou, pegou na mão dela, trêmula. A mão queria fugir, mas ele segurava como se a mão fosse capaz de dizer: eu estou aqui. Ela fintava com seus olhos negros nos olhos dele buscando um apoio. As mãos dele começaram a percorrer seu corpo numa tentativa de encontrar um porto seguro, os olhos que antes se buscavam, agora se fecharam e o beijo aconteceu...

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