quinta-feira, 10 de abril de 2008

Caso Isabella: para refletir

Caso Isabella: e ai?

(Kaio Leonardo)

Bem meus caros leitores,

Na mídia televisiva, impressa e etc... Você tem a oportunidade de acompanhar um massacre de informações sobre a morte da menina Isabella, chega a ser uma coisa enjoativa, de tanta informação que nos é passado.

Essa situação me faz lembrar uma bem similar, que foi a morte do menino João Hélio no Rio, ele foi o símbolo do lucro das emissoras de TV quanto à publicidade, porque notícias sobre o caso se tornou rotina e com isso o telespectador se acostumou a ver aquilo e com isso as emissoras de televisão e seus departamentos comerciais que saíram lucrando com os patrocinadores aos telejornais.

Fora isso no contexto familiar, a exposição que fizeram de toda a família, a julgando e interpretando suas atitudes e a condenando. Eu acompanhei casos em que se foi analisada a conduta do Pai, como se ele fosse o culpado, enfim, foi um saco acompanhar essa situação desagradável, eu imagino para a família do Alexandre e da Anna Carolina.

O jornalismo, a imprensa e os meios de comunicação tem que aprender a distinguir, liberdade de imprensa com essa libertinagem que hoje acontece. É uma situação, onde a vítima (A família Nardoni e Oliveira) tem que ser respeitada pelo momento, não se pode chegar um carro da polícia que vem aquele mar de repórteres e câmeras pra cima. A delegacia está sendo monitorada 24 horas pela Record, Globo, Bandeirantes, SBT, Rede TV! e por ai vai... Apesar de que algumas emissoras é plausível a conduta, por não estar dando ênfase a notícia ao ponto de distorce-la.

Creio que a partir de agora, cabe ao telespectador decidir o que fazer, se muda ou continua no canal do massacre Isabella.

No caso do João Hélio, já havia comentado com vocês a minha indignação com a classe pela mesma atitude e o tempo passa e nada muda.

É triste, vê que a universidade forma e quando a pessoa exerce a profissão, o jornalista esquece de tudo que aprendeu. Profissionais assim não sabem trabalhar com a ética e sim com o comercial.

http://www.gostodeler.com.br/materia/4971/caso_isabella_e_ai.html

Isabelle Nardoni: Uma luta, um mistério, uma só lembrança

(Virgínia Origuela)

Na noite de 29 de março, Isabelle Nardoni, 5, teve sua vida ceifada brutalmente, o local do crime a casa do seu pai, Alexandre Alves Nardoni, 29. O crime aconteceu na zona norte de SP, a menina foi arremessada da janela do sexto andar, os suspeitos seriam o pai e a mãe, os vizinhos disseram ouvir barulhos, vozes, os depoimentos até então se contradizem. De quem seria a culpa nesse caso que “aguça” os sentidos da polícia. Pai ou mãe? Só restaram os dois e agora?

Muitas são as evidências e tão pouco se chegam ao autor do crime. A mídia divulga de maneira Sensacionalista a repercussão desse caso, ou seja, só a globo já divulgou em inúmeros plantões a mesma informação, fazem plantão diante a uma delegacia a fim de baterem na mesma tecla. A Record divulgou de maneira real e aproveitou a “Dexa” para promover sua mais nova conquista: Roberto Cabrini. Sensacionalismos à parte, isso é mais um problema de ordem social, e sendo assim merece atenção e justiça por meio da lei.

A queda foi fator determinante para a morte da menina, mas existem sinais : hematomas e índice de asfixia. O pai alega que alguém teria entrado em casa, a madrasta ta mais que provado que tinha ciúmes da garota. Também pudera, no ver dela ela era um “Estorvo”, no ver do pai era a filha que teria sido concebida ainda jovem, em um relacionamento bom, desses que arrebatam corações, não pagava pensão, o pai um advogado renomado, do setor tributário era quem pagava a pensão alimentícia.

A reação do pai diante do crime faz pensar que seria ele o principal suspeito, porque subir com ela e deixar o restante das pessoas no carro? Como, quem, quando, cortariam a grade da janela e o porque disso? O pai diante do episódio ficou transtornado, abalado, seria ele o culpado ou seria sua esposa? Até que ponto conhecemos as pessoas com quem convivemos? Será que os perfis bastam para definir uma personalidade?

Pessoas muito caladas quando reagem, tendem a reagir de maneira bruta, grosseira e impensada. A reação dos dois diante dos fatos é suspeita e ao mesmo tempo intrigante. Pois da mesma maneira que eles dizem ser inocente, eles dão índices cada vez mais evidentes de que foram eles e que talvez esse crime tenha sido praticado em parceria. Será que a polícia não usa da sua inteligência emocional, para contribuir na resolução de crimes que repercutem em um só mistério. Até quando a razão, as teorias, é eficaz?

A questão é não se trata de somente noticiar, temos de conceituar os fatos como ele é. Notícia é notícia e assim sempre será...E daí? Elas passam assim como não existe justiça, justa diante dos fatos. Não se pode tratar um problema dessa ordem, baseado no sensacionalismo, no “achômetro”, tem de analisar no geral, perfil, fatos, evidencias, violência, cada pessoa faz por confundir, pois milhares delas ainda não se conhecem.

Seria esse caso uma luta, um mistério, uma só lembrança da garota do sorriso largo, que tinha muito amor para dar, que tava no começo de sua vida, que amava sua família, que deixou sua mãe ainda jovem...Que fez da vida dela sua vida.
Que Isabelle foi assassinada, é certo, que a justiça será feita, talvez! Não podemos julgar sem antes conhecer, até porque um crime como esse tende a ir pra radicalização, sensacionalismo puro e no final disso tudo se corre o risco de ainda existir outras versões novas diante o caso.

Rezemos...Vibremos...Pela resolução do caso, pela astúcia da polícia, pelo sofrimento da mãe e familiares, pela garota que se foi tão cedo, pelo assassino (a) que fez da vida alheia um só "Inferno astral", que ele sinta na alma e se entregue. A justiça será feita conforme o tempo passar, pois ele é o senhor da razão e não cabe a ninguém julgar antes do tempo. Deus é um só e ele olha por todos. Quem é quem nessa história sem fim...Só eles poderão nós dizer.

http://www.gostodeler.com.br/materia/4963/isabelle_nardoni_uma_luta_um_misterio_uma_so_lembranca.html

Acesso em 09 de abril de 2008