domingo, 16 de março de 2008

GP DA AUSTRÁLIA: durante a prova

Amigos: vou começar falando da F1, partindo de um pressuposto, se político fala de educação, imposto, religião e até manipulação genética porque eu não poderia falar de F1? Vamos lá. É uma aventura querer acompanhar o GP da Austrália. Madrugada chuvosa.

Largada:

O fim do controle de tração e o sistema de largada já foram mais do que suficiente para proporcionar mais emoção que o ano de 2007 inteiro. Carros espalhando, Massa indo para fora, SC, e Piquet ganhando 9 posições e Barrichello entre os primeiros. Será que Hamilton vai? Todos dizem que a McLaren está pesada, duvido. Ele está indo rápido demais, em dez voltas, seis segundos, alias, dez foram as voltas da estréia da Force Índia.

15 voltas:

Ainda cedo, mas cadê as ultrapassagens? Apenas Massa sobre Piquet numa briga pela 16ª posição. Raikkonen atrás de Barrichello, a Ferrari voando e a Honda se arrastando, mas sem ultrapassagem. Alguma novidade? Até agora só na largada. A máxima galviana: chegar é fácil, passar é outro assunto.

17 voltas:

Hamilton parou para reabastecer. Eu disse! O carro pode ser bom, mas não é mágico – pouco combustível. Barrichello segurou-se até agora, mas sucumbiu diante da pressão do finlandês.

25 voltas:

A Red Bull do Coulthard fez a emoção do meio da corrida. SC. Juntaram-se tudo. Bom para Massa se não acontecer nada no carro com o incidente. Torcer por pontos. Massa tentou a ultrapassagem mas o veterano fechou, sem carro e sem ação. Com o SC Massa chega a 7 ª posição mas na relargada ele fica e fica fora da corrida – o motor Ferrari.

33 voltas:

Apenas 11 carros na pista. O fim do controle de tração, entre outras, deixou mais humana a corrida, mas errar é humano, agora falta saber se os dirigentes pensam desta forma. Sem ultrapassagens, mas com mudanças e mudanças. Barrichello chegará ao pódio?

44 voltas:

Raikkonen está vendo o mundo ao contrário. Forço e ficou rodando. Foi ultrapassar o Glock pela 10ª posição e o carro se perdeu de traseira. Na seqüência a grama e a areia deixaram o Glock rodando igual peão, e o pirulito do Barrichello o fez arrastar um mecânico e entrou com o Pit Lane fechado, punição? Soltaram a bruxa – SC.

48 voltas:

9 carros na pista. Imagina quando chegar Mônaco! E Barrichello em terceiro pagando 10 segundos por erro de estratégia da equipe, iria chegar ao pódio se não fosse o erro grotesco do “Gênio das estratégias”.

54/55 voltas:

Raikkonen marca pontos sem chegar. Oitavo. Barrichello sétimo. Alonso sofrendo pressão do Kovaleinen. O motor do Toro Roso (Ferrari) deixa Bourdais na mão, dois pontos pra ele, mais um pra Barrichello. O Nakajima da Williams voltou! Pode? Sem pontos para o número 1.

Final:

Hamilton – Heidfeld – Rosberg – Alonso – Kovaleinen – Barrichello – Nakajima – Bourdais.


Algumas surpresas na nova temporada. As ultrapassagens não foram tão dinâmicas como muitos analistas previam nos testes de inverno. A corrida ainda está um tanto “chata”, mas o fim de alguns mecanismos dá espaço para possibilidades de erros humanos, e isso com certeza é um estimulo a prova. Há tempos que não havia tantas quebras e SC, mas a prova agora imprevisível. Resta saber duas coisas: fora assim porque é inicio da temporada numa pista desconhecida aos experientes ou será toda a temporada deste jeito. Torço por uma temporada cheia de surpresas, incluindo a surpresa do campeão. Surpresa: BMW andando forte (contrariado expectativas) e Bourdais, decepção: o conjunto Ferrari.

23 de março: Sepang, GP da Malásia.