quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Enfim, 2008!

Falar de meu próprio blog é uma tarefa nada fácil. Não é fácil porque ele não tem uma identidade própria – não possui um objetivo de uso. Já me serviu para expor grandes idéias de amigos, já me foi útil com conteúdo pedagógico e tarefas para meus estimados alunos, também por ora me aventurei falar de mim. Em nada se parece com o blog sensação da caixa francesa. Mas, nem só de filosofia há de se viver um blog do filósofo. Hoje vou me aventurar a falar um pouco de mim. Será?

Voltei de uma viagem interessante hoje à tarde, passei uns minutos em casa e fui caminhar. Caminhando numa estrada de interior com uma paisagem estritamente bucólica, num lado da estrada o rio me seguia, noutro o mugir alternando-se com o latrar de eternos amigos. O sol que estava a se pôr completava o maravilhoso dia que tive. Até pensei em turbulenta vida amorosa, no amor que perdi por ser relapso, da coragem que não tive para dizer eu te amo, nas noites mal dormidas que foram vitimas de um medo enorme de falhar, e, por causa deste medo falhei.

Se Nietzsche estiver certo, hoje fui feliz. A felicidade consiste em viver o desordenamento interior; desorientar o orientável para que o caos sentimental se estabeleça – até a desordem deve ter uma ordem. Não sei, mas entre a caminhada e a busca pela definição de meu blog, ocorreu-me uma reflexão: não é filosófica, mas é a gratidão a duas pessoas maravilhosas que me fazem rever certos conceitos (os de Nietzsche) e olhar com uma nova perspectiva ao horizonte (e eu pensei que iria falar de mim, mas estou falando de outros). Uma delas em agosto completar-se-á dez anos de encontros e desencontros, mas a cada palavra proferida uma lição, uma aprendizagem, uma experiência única. A outra é uma aluna especial, a Maiara, que com seu jeito simples tornou a tarefa de ensinar Nietzsche mais atraente e divertida, alguém que me fez estudar mais e mais o controverso alemão de Röcken. A estes dois anjos, !gracias!


Se alguém ler, tenha compreensão desta alma, se ninguém ler paciência, mas: “a gente só conhece bem as coisas que cativou” (Saint-Exupèry)

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