sábado, 29 de dezembro de 2007

FARENHEIT 451

O filme retrata uma sociedade totalitária e opressiva. Os livros e outros materiais impressos com palavras estão totalmente proibidos por serem considerados subversivos e propagadores da infelicidade. O filme fora lançado em 1966 e é um clássico da ficção científica dos anos sessenta. Obra adaptada do livro homônimo do escritor norte-americano Ray Bradbury. A obra direciona a uma reflexão sobre as formas de se conquistar e manter o poder, através da privação de informações imparciais. 451 F é a temperatura na qual o papel pega fogo.

As ações do grupo de bombeiros são direcionadas a queima das obras encontradas. A televisão tem a função de garantir a difusão das idéias dominantes sobre a população. A televisão trata seus espectadores como familiares, enquanto que os jornais impressos se limitam a historias em quadrinhos. Os funcionários públicos são apenas cumpridores inquestionantes das leis fixadas desprezando toda a tradição sapiencial.

O filme embora “antigo” permite uma reflexão sobre hábitos e comportamentos diante da mídia. O leitor que não se permite uma análise crítica dos fatos tende a se tornar um alvo manipulável muito fácil. Não podemos ter garantias que os meios midiáticos estejam isentos de qualquer interesse, seja político ou puramente ideológico, a partir de então, a única forma de julgamento está nas mãos de um público que ousa questionar o status quo propondo ações tão radicais quanto um book-men.

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