domingo, 21 de outubro de 2007

A QUEDA DO MURO DE BERLIM

Em 1989, com a queda do muro de Berlim, o mundo assistiu pela última vez a uma revolução. Mesmo sem violência generalizada, o fim dos regimes comunistas do Leste europeu foi sem dúvida uma revolução, porque mudou completamente o sistema político, econômico e social da região, defendeu Fred Halliday, titular da cadeira de Relações Internacionais da London School of Ecnomics. Foi uma revelação sem utopia, define ex-dissidente polonês Adam Cichnik. Tinha uma ideologia diferente. Não queria mudar o sistema internacional. Essencialmente queria se contornar - completa Halliday. Mas em sua acachapante vitória na Guerra Fria, sacramentada em 1991 com o fim da URSS, o bloco capitalista e democrático lançou a promessa de uma nova ordem mundial – nas palavras do então presidente George Bush. Essa “utopia global”, uma reedição do sonho liberal em que competitivamente sem entraves nem fronteiras ideológicas levaria ricos e pobres a um novo patamar de desenvolvimento, acaba também de ser oficialmente sepultada por relatórios que apontam um fosso crescente entre os países e dentro deles. Nesse sentido, o século XX termina com o fracasso de todas as utopias.

FONTE: UMA ERA SEM UTOPIAS - JORNAL DO BRASIL: 7/NOV/1999

A partir das informações contidas no texto, responda: o que seria uma “utopia global”?