quinta-feira, 16 de agosto de 2007

A noção de liberdade e a religião

Desde que o ser humano se conhece como tal, é um ser que manifesta diversas crenças. Por algum motivo ao longo da história o conjunto de crenças se tornou uma instituição. Com a institucionalização concretizou-se aquilo que hoje chamamos de religião. Qual o objetivo da religião? Muitos povos buscaram na religião explicações para os grandes problemas da humanidade, problemas como a origem o fim último do homem. Até a década de setenta, o mundo sagrado era uma experiência religiosa obrigatória, algo de dentro, muito próprio do homem, tão próprio quanto nascer, crescer, crer e morrer. Uma das características marcantes do pós-modernismo pode ser a dessacralização ou a banalização do ser religioso, ou ainda a busca por formas diferenciadas de institucionalizar a crença.

O que pretendo questionar não é o fato de participar, crer ou não, mas sim até que ponto liberdade e religiosidade podem andar juntas! As igrejas buscam fundamentar a sua fé em livros sagrados (Bíblia, Alcorão, Torá), mas quando não conseguem apelam para dogmas (ponto fundamental de uma doutrina religiosa, apresentado como certo e indiscutível, cuja verdade se espera que as pessoas aceitem sem questionar). Os dogmas sustentam posições e fazem os fiéis agirem conforme ele. Para muitas denominações o fato de questionar um dogma já está se constituindo um grave pecado. Em alguns casos “xiitas” o ser humano limita-se a uma ação dogmática de guerra entre duas forças terríveis: a benevolência divina e a esperteza malévola do ser das trevas.

Observando a religiosidade cotidiana é possível fazer os seguintes questionamentos. Onde entram as possibilidades de escolhas? Será que o ser humano é reduzido a escolher entre o bem e o mal? No contexto das “Pequenas Igrejas, Grandes Negócios”, o fiel é levado a uma crença completamente cega, deixando-se guiar pelas “sábias” palavras do falso pastor, então, haveria liberdade? Posso escolher com um código como “Os Dez Mandamentos” regendo minhas ações? Ou estou completamente alheio a tudo isso?

Prof. Albio Fabian Melchioretto

www.albiofabian.xpg.com.br