sábado, 3 de fevereiro de 2007

O Beijo não dado

Dizem que o filósofo necessita de uma musa inspiradora para escrever, eu necessito de várias para escrever. Em cada dia novos amores, em cada noite eternas paixões e em cada beijo um novo sabor, mas a esta que vou escrever o gosto do beijo eu não conheço.

Estranho, mas vou falar de algo que não conheço, de um beijo que jamais tive perto, mas que em muitas noites sonhei. Vou falar dos lábios que tocam outros pela procura
do prazer, mas ao meu se distancia. O beijo que sonhei está sempre ao meu lado, nas crises amorosas tentando ser uma luz no meu caminho, na hora da dor um consolo, nas horas de folga uma doce risada. Uma eterna companheira que divide a meticulosidade do espírito feminino e a fragilidade do ser humano com a ignorância racional masculina. Mas em cada abismo superado, o beijo se distancia cada vez mais, longe e distante da face daquele que quer ser amante. A imaginação faz brotar o doce sabor, mas ele se perde em cada conversa, em cada palavra, em cada gesto e em cada segredo. A superação dos problemas aproxima os sentimentos e distancia o possível sabor do beijo jamais dado.

Até mais e quem sabe um dia eu seja capaz de descrever este beijo.

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