sábado, 9 de dezembro de 2006

Sem título, apenas com amor

Quando o sono não vem, o melhor é tentar desocupar a mente com outras coisas. Daí paro, faço minha reflexão e avaliação. De fato a vida é um grande mistério, porque as coisas dependem muito do ponto de vista que abordamos. Sim, existem pelo menos sempre duas maneiras. A vida é rica demais para ser unilateral.
A natureza nos fala... vejamos uma dorme-dorme, ou não-me-toque por exemplo. Uma planta inofensiva. Eu a vejo muito no meio da pastagem, cheia de espinhos. Mas ela guarda uma grande lição. E a lição depende muito da forma com a observamos. Existem duas formas, vamos à primeira.
Ela está lá, no meio de tantas plantas viçosas. Ao chegar alguém que toque suas folhas, ela imediatamente se esconde. O dia pode estar ensolarado, pode estar chuvoso, a planta não está nem ai, simplesmente se fecha, esconde-se do mundo que a rodeia. Suas folhas se voltam para o caule e num movimento egoísta, adormece. Vive em torno de si.
Ao mesmo tempo essa planta se abre. Foi magoada, mas com o tempo se abre e não apresenta cicatriz. Suas folhas novamente saem de si e vão para o mundo. Ela não quer saber se o motivo que a fez fechar continua ali, aliás, nem pergunta se abre para o mundo. Algo extramente altruísta. Abrir-se-á sem medo daquilo que a espera. O movimento das folhas é lento, como se quisesse aproveitar cada segundo, cada momento, tornando-o único e especial.
A vida é assim. Podemos fugir dos problemas adormecendo, ou enfrentar com o sorriso da vontade. Diante das surpresas podemos fazer nossas escolhas. Permanecer fechado com o toque ou se abrir mesmo havendo mágoa. Cabe a escolha... não quero deixar a vida passar fechada, pelo contrário, a vida é bela demais para num instante tudo se fechar! E você que escolha f

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