sábado, 25 de novembro de 2006

Segundos que duraram uma eternidade

Não sei se passaram de cinco segundos, mas me valeu a eternidade.
No escuro, apenas vejo seus olhos negros, os fixo e de repente, piscam.
Meus lábios saem em procura dos teus...
Minha mão toca a tua mão suada e quente.
Na minha mente, aquele olhar, que diz mais do que qualquer palavra poderia dizer.
Novamente paro o beijo, e procuro teus olhos, como se num momento mágico, o mundo pudesse parar e tudo estivesse girando em torno deles.
Os olhos encenam um sorriso. Novamente piscam, e eu me perco em meus pensamentos e mergulho desprotegido em teus braços. Me sito totalmente perdido, na minha frente não vejo outro olhar se não o piscar negro dos teus olhos. Os pensamentos fogem da mesma forma que uma águia sai num vôo de braços abertos ao horizonte azul, desconhecido. Mergulho eu, querendo entrar dentro dos teus olhos, sinto teu calor, perco-me no teu olhar como outrora um náufrago perdera-se no oceano, porém, sei que aquele olhar é mais do que um porto seguro. Foram cinco segundos que ficarão marcados por uma eternidade.

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