sábado, 11 de novembro de 2006

CRONICA A LUZ DE VELAS...

A luz acabou! Sábado, quatro de novembro, um pouco mais das vinte e uma horas. Parece a penumbra eterna. Não vejo nada! Ó céus! Sem PC, rádio, música, MSN, me sinto incomunicável. Calma, repito a mim mesmo, várias vezes, vou ligar para a companhia.

Tu, tu, tu, tu.... minutos mais tarde: aguarde um instante, dentro de alguns minutos estaremos atendendo sua ligação. Longos minutos mais tarde, alguém me atende. Após o atendimento, a operadora tem a displicência de falar: o senhor poderia anotar o protocolo. Respondo: sim poderia anotar, mas no escuro, mas sem luz, fica difícil.

Segundo coisa a fazer, ligar para minhas preciosas conversas virtuais para comunicar a derrota luminar, quanta vergonha., bem, corações apaziguados. Vou buscar uma vela. Não sei o que seria mais fácil, buscar uma vela ou vencer a São Silvestre. Acho que na São Silvestre eu não encontraria tantas cadeiras, mesas e portas fechadas. Meu dedão que o diga. Ó céus, que agonia.

Agora estou com a vela. O que fazer? Talvez ler, ou escrever. Não acede-la seria o melhor. Ok! Abro a caixa de fósforos, uma surpresa, um único fósforo. Toda a esperança do sucesso ou a angustia da frustração depositada nele. Buuum, aconteceu! O fósforo... bem, o fósforo se rompe... não, o grito ecoa pela penumbra longínqua de uma noite de chuva. A luz voltou.

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AGONIA: sofrimento ou amargura

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