sábado, 16 de setembro de 2006

Pequenas coisas

Texto de Albio Fabian Melchioretto

Há um momento na vida do filósofo que ele se rende ao sagrado, porque todas as verdades parecem desaparecer diante de seus olhos... se é que as verdades existem, mas em uma verdade, o filósofo pode acreditar!

Muitas vezes esperamos um grande acontecimento, um grande gesto, e ele, simplesmente não vem. Alias, insiste em desaparecer... O mais frustrante de todos os grandes gestos, é o amor não correspondido. A pessoa amada é idealizada pelo apaixonado, mas não tem culpa de nada. Ele, o apaixonado, foi quem criou a fantasia, e ela, a amada não tem a obrigação de corresponder. Aí está o problema, quando a utopia do amor supera a barreira do real, esquecemos de olhar os pequenos gestos. E nos pequenos gestos encontramos o verdadeiro amor: um olhar despercebido, um abraço apertado (mesmo que suado), um simples por favor, como você está, obrigado... A vida é simples, nós a complicamos por contas de teorias e mais teorias... é tão bom ouvir eu te amo, mas, o mais gostoso é dizer eu te amo... e aqui o filósofo se rende ao que há de mais sagrado!

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