sábado, 15 de julho de 2006

Epístola da fragilidade

A epístola da fragilidade.

Prof. Fabian

Que a fragilidade do papel, mostre como os homens são frágeis.

Uma noite fria de inverno, escrevo-te de uma forma diferente das outras vezes que te escrevi, a musica que ouço ao longe, talvez nem seja ouvida, talvez não diz nada...

Historias que se cruzam, idéias que se perdem, sonhos que fogem...

Palavras ditas e não pensadas, faladas e não imaginadas, sentidas, mas nunca amadas.

Sim, o por acaso existe e faz parte de um mundo tão distante aos corações dos filósofos, tão estranho ao coração dos matemáticos, mas tão perto ao coração dos amantes.

Sei que não fui amante em nenhum momento, mas minha boca procurou teus lábios, minha mão procurou teu corpo, como se fosse o ultimo suspiro de um abrigo posto a chama incandescente da brasa do tesão. Perdi-me,confesso, fiz-te perder, aposto, mas em todos os momentos fui sincero.

Não fiz promessas, não cumpri juras, mas vou guardar comigo as sinceridade de tuas lagrimas, o que te pertence não quero, apenas quero a chance de repetir o que sempre quis e nunca te escondi. Se digo muito e não falo nada, é porque muito falei e cada “não sei” fora uma resposta concreta do abstrato. Talvez (e como falo talvez), a única coisa que queria ter ouvido era eu te amo, mas agora é tarde, nem mais isso vai comover meu coração, fui tão longe, transformando dois caminhos num só, mas nem você e nem eu fizemos parte desse caminho.

Adeus, talvez, um até logo, até mais, ate daqui a pouco, sinceramente não quero saber do amanha, apenas sei o que é teu eu não quero. Foi bom enquanto houve....

Eu não vou dormir, depois descobrir, que tudo eu sonhei, acontece o que acontecer, estarei sempre aqui...

http://www.albiofabian.xpg.com.br