Guardarás domingo e
dias de festa. Eis o terceiro mandamento da Lei de Deus. Pois bem, em
dia de muita velocidade eu o guardo, não da maneira como muitos
gostariam que fosse guardado, mas em dia de Mônaco, Indianápolis e
Charlotte, há apenas uma placa: “eu não estou”.
Sou um crítico da
forma como Galvão tem narrado o esporte. Estou com planos reais para
uma nova possibilidade de acompanhar as imagens da F1, mas hoje o
fantástico profeta do automobilismo acertou. Na barbeiragem de
Grosjean alguns pilotos usaram uma passagem alternativa, 10 voltas
mais tarde vem o aviso da profecia. Os pilotos que passaram foram do
traçado serão investigados. Mas há como passar sem sem cortar a
curva. Mais algumas voltas, na n. 12 houve o decreto de não punição.
No começo da corrida
Massa possuía um ritmo mais forte que o de Alonso. A transmissão
cornetara a ordem de equipe. Mas é óbvio que não haveria uma ordem
de inversão de posição. Afinal na frente anda um bicampeão quase
líder do campeonato e outro que está somente em 17º na
classificação. Para o mundo do esporte onde o grande patrocinador
da equipe é uma marca espanhola não haveria esta ordem nem aqui nem
nas ruas de Monte Carlo. Mas isso não durou muito, logo na volta 18
Alonso começou a andar a moda Alonso. O ufanismo de ver um
brasileiro na frente parou. Eu continuou a torcer por Massa, mas é
preciso olhar os fatos e não criar falsas expectativas, ou seria um
“falso testemunho”? Eis mais um mandamento.
Não mentir deveria
estar no lugar de não desejar a mulher do próximo. Às 9h38,
expectativa de chuva em até quatro minutos. 9h41 Rosberg faz a
troca, será que a Mercedes está jogando a corrida fora? 9h42 a
expectativa de chuva é a maior torcida, porque na pista não há
nada de emocionante. 9h48 a chuva deve chegar em 5 minutos, eis uma
nova previsão. O serviço meteorológico das equipes da F1 já não
é mais a mesma. E nesta altura a briga global de Alonso e Massa já
não mais existe. Agora a briga é a perca de tempo em box, haja
coração amigo! Passara dez dos cinco minutos e cada a chuva? Já
deve ter índio dentro da transmissão global fazendo a dança da
chuva (cadê a câmera exclusiva da Globo para mostrar?) para
ter emoção. 10h09, a chuva não vem mais. Dai o narrador solta
“quando a chuva vem, amigo, ela vem!”. E não é que alguns
pingos vieram, mas apenas em 10h32. E ela veio. Na volta 70 os seis
primeiros colocados engarrafaram. Será que a 290 km/h ninguém vai
escapar? Logo, logo vai aparecer algum maluco sugerindo que fique
alguém com uma mangueira molhando a pista porque isto dá mais
emoção que o DRS. 10h44 a garoinha já parou e a chuva que vinha,
desistiu de vir, apareceu e foi embora sem chegar.
E agora alguns
pensamentos soltos:
O legal da transmissão
da Globo são as câmeras exclusivas, o pré-prova, a visão da
equipe de transmissão e os outros penduricalhos que aconteceram
hoje. Que toda prova daqui para frente seja assim.
Na volta 45 é mostrada
uma das melhores cenas, as duas rodas do carro de Hamilton no ar. O
cavalo rampante é prateado e inglês. Assim que achar a foto pela
net quero linká-la por aqui.
Em 63 anos é a
primeira vez que as seis primeiras corridas do ano possuem seis
vencedores diferentes: Button; Alonso; Rosberg; Vettel; Maldonado e
agora Webber. O australiano chega a vitória n. 8 com 31 pódios, 12
voltas mais rápidas, 9 poles em 183 Gps. Começou sua carreira em
2002 guiando uma Minardi com o 5º lugar na Austrália e dividindo a
equipe com o cortador de grama Alex Yoong.
Uma opção para ver a
F1 pode ser o satélite Estrela do Sul 2 (EDS 63º W), banda Ku,
Chilevisión. O canal chileno pode ser sintonizado em duas
frequências diferentes. Uma delas é a 11600V 13745 7/8 no Mux VTR,
se tudo der certo no Canadá quer ver por aqui.

