segunda-feira, 18 de setembro de 2017

LA MANO DE JÔ

Pílulas do dia seguinte

Não há fair play no futebol. Estranho a tamanha repercussão a espera de honestidade no campo de futebol. Adorei a pergunta do jornalista da Globo no pós-jogo ao atacante do Corinthians quando retomou a questão do Rodrigo Caio, entretanto, a atitude de Rodrigo Caio, no jogo entre São Paulo e Corinthians, pelo Paulistão deste ano, foi um ponto fora da curva. É óbvio que gostaria de ver atitudes de hombridade no futebol e respeito, mas se não há fair play com a bola devolvendo-a longe do lance parado, quiçá em gol, mesmo com mão? E o árbitro de linha que validou tudo? Polemiza-se em torno de um lance e o resto do jogo é ignorado, bem como as entrevistas e justificas estapafúrdias. Um gol de mão não anula os tantos pênaltis não marcados. Inclusive um neste jogo, mas parece que os urubus de plantão conseguem selecionar um erro específico para polemizar. Ambos erros direcionaram o placar do jogo. Pelo visto Fair Play é apenas para seu time. Fair Play também passa pelo comentário cretino do zagueiro vascaíno, “Rodrigo Caio foi ético e o São Paulo está brigando para não cair; Jô não foi e o Corinthians vai ser campeão. Assim é o Brasil”... Não, o Brasil não é assim, assim são os desonestos que buscam seus outros a justificativas dos próprios erros. Assim são os créditos que naturalizam os erros e aqueles que não assume que colocam a mão na bola.


Classificação: 1. Corinthians 53 | 2. Grêmio 43 | 3. Santos 41 | 4. Flamengo 38 | 9. Vasco 31 (ignorando o resultado de Palmeiras x Coritiba)




Jô marca gol polêmico na Arena Corinthians... por LANCETV

COLÓQUIO CRENÇA RELIGIOSA


A CRENÇA RELIGIOSA, enquanto uma atitude ou estado mental dos agentes, independentemente de sua expressão em tradições religiosas específicas, tem despertado o interesse de pesquisadores de diferentes áreas, tais como, filosofia, neurociência, psicologia cognitiva e antropologia. É também notável a disposição dos pesquisadores em transitar por esses diferentes domínios. Essa postura se deve, em parte, à complexidade do fenômeno. Dentre os problemas que aí se colocam, destacam-se o caráter aderente e memorável dessas crenças, assim como sua ampla disseminação entre os agentes, em que pesem seu traço reflexivo e variedade doxástica. O objetivo do colóquio é trazer àtona algumas dessas abordagens, para que a crença religiosa possa ser analisada em seus diferentes aspectos.


Objetivo
Apresentar diferentes abordagens sobre a crença religiosa


Justificativa
Nos últimos anos, é crescente o interesse de pesquisadores, de diferentes áreas, sobre a crença religiosa. No entanto, todo esse conhecimento que vem sendo produzido ainda é pouco divulgado entre os pesquisadores brasileiros que se situam na linha de filosofia da religião. O objetivo é divulgar esse conhecimento e, de modo mais preciso, apresentar a crença religiosa em seus diferentes aspectos.



Destinatários
 Estudantes de graduação e pós-graduação de Filosofia


Inscrição e Investimento
http://bit.ly/2wxbLU5

YOUTUBERS SUCESSO E FRACASSO

texto 1:
O relato de um youtuber fracassado

Começamos com uma simples pergunta: O que é sucesso para você? Muitos poderão responder que é ter uma vida financeiramente estabilizada e ter conforto financeiro. Poucos outros vão dizer que é ser feliz naquilo que faz. O que eu acho sobre isso? Para mim para você ser uma pessoa de sucesso, você tem que ser feliz, acima de tudo. Dinheiro traz felicidade? Isso não funciona para mim. Eu dou valor as coisas que não se podem comprar. Eu acredito que um homem ou mulher de sucesso, é aquele que é reconhecido, naquilo que faz. Posso citar vários nomes aqui, mas pelos nomes citados, algumas pessoas já vão descobrir quem eu sou, portanto, prefiro o anonimato.

Já que estávamos falando em reconhecimento, vamos voltar ao assunto principal desse relato, que é o Youtube e também o meu fracasso. Eu decidi começar o canal com apenas uma razão: fazer as pessoas rirem. ( Acreditem ou não, esse era o motivo. ) Eu peguei o que eu mais sabia fazer, que era fazer as pessoas rirem e decidi abrir um canal fazendo as coisas que gosto. Os sonhadores e credores vão dizer que isso que é o mais importante fazer o que gosta e o sucesso é conseqüência. Não para o Youtube, mas pode funcionar em outras coisas.
Fazer o que você gosta é uma forma mais humana e menos estressante de criar conteúdo, mas não é a forma mais “sucessível” para os youtubers. Muitos dos famosos têm o conteúdo de seus canais, não por que gostam, mas por que dá dinheiro. Muitos dos famosos youtubers, usam clickbaits, imagens chamativas, técnicas de marketing e habilidades de controle de público. Ao mesmo tempo que o Felipe Neto “acusa” os youtubers de fazerem isso, ele também critica. Então todo aquele papo de que: “ Fazendo o que gosta, com o tempo você vai vencer e seu canal será tão grande quanto o do Whinderson Nunes.” Isso não existe, nem mesmo para eles.

Os youtubers se vendem para campanhas, para marcas, para a televisão, para tudo. Eles começam a fazer vídeos que os patrocinadores os obrigam a fazer, ignorando completamente o público que os acompanha, desde a época “Não-famosa”.

Um grande exemplo disso, é Mr.Poladoful. Um cara que era um gamer, suas gameplays eram as mais engraçadas já existentes. O canal dele cresceu e se estabilizou com as gameplays e do nada, ele resolveu mudar para vlogs e coisas triviais que não me interessam nem um pouco. É bom mudar? É ótimo fazer mudanças… Mas não esquecer a base inicial é a maior das virtudes.

Texto completo: Os verdadeiros youtubers, 19.out.2016

texto 2
Youtuber  Empreendedor: Felipe Neto lança novo livro

Terceiro maior youtuber do país (essa semana ele chegou a ficar em segundo, mas já foi ultrapassado), Felipe Neto é um case de sucesso entre os influenciadores digitais. Com mais de 13,821 milhões de inscritos no canal, o sétimo de humor mais assistido do mundo, o youtuber se reinventou e conseguiu voltar ao auge depois de ter sumido da rede social por um tempo - coisa que o próprio Youtube reconheceu ser um fato inédito. 

Embalado pelo lançamento de seu novo livro, Felipe Neto – a trajetória de um dos maiores Youtubers do Brasil, que esteve entre os mais vendidos na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, Felipe Neto estará em Florianópolis neste sábado (16), às 11h, para uma sessão de autógrafos no Beiramar Shopping. As senhas já estão esgotadas e ele vai receber 1 mil fãs - os 600 primeiros terão direito a autógrafo e foto, e os demais 400 receberão um carimbo com o autógrafo do Youtuber e foto. 

O livro na verdade uma espécie de almanaque, em que Felipe Neto conta sua história desde a infância até hoje, passando por como decidiu criar um canal, ainda quando o Youtube era um território inexplorado no Brasil, e como teve que se reinventar para continuar sendo relevante para o público na web.  

— Ele é diferente, não é um livro como a gente está acostumado. Nosso objetivo era agradar as crianças e os adultos, porque meu público tem uma faixa de idade muito diversificada. Então a gente teve a ideia de fazer esse livro com jogos, histórias, brincadeiras, textos meus, e minha trajetória de vida — conta o youtuber em papo por telefone.

Felipe Neto ficou famoso pelos vídeos do antigo Não Faz Sentido, em que disparava comentários ácidos sobre qualquer assunto, xingando muito na internet. Porém, após ter passado um tempo longe da rede social cuidando de sua produtora Parafernalha, vendida em 2015 para um grupo internacional, ele percebeu que o antigo personagem já não era mais tão interessante assim. 

—   Percebi que precisava apresentar um novo Felipe, que não precisa xingar ou falar palavrão. Foi muito estudo, muito aprendizado, muito foco em entender o mundo louco e como estava funcionando a mente do jovem hoje, o que eles estavam consumindo, pensando diferentes maneiras de me comunicar com eles. Fui aprendendo com isso o que agradava e não agradava, moldando meu conteúdo para que ele unisse o que eu mais amo fazer e o que eles mais amam ver — explica o youtuber empreendedor, que mudou radicalmente o estilo dos vídeos. 


Texto completo: Diário Catarinense, 15.set.2017




domingo, 17 de setembro de 2017

NOVA PROGRAMAÇÃO DA TV CULTURA DO AMAZONAS



Leio no site do meu amigo Edu Cesar, o Papo de Bola (ele está de volta!!!!) que, desde ontem, a TV Cultura do Amazonas voltará a transmitir a programação da emissora irmã de São Paulo. Depois de 8 anos, à qual havia se afiliado em 1995 mostrará parte da programação, mas sem deixar de passar a da TV Brasil, com a qual está desde 2009. Ela mesclará seus programas com os da TV Brasil de manhã até 18h, depois deste horário sendo misturada a grade local com a da Cultura de São Paulo.

Em Manaus o canal é visualizado em VHF #2, já foi autorizado seu sinal digital, mas não há prazo para instalação do mesmo.

Outras cidades:
# 2 VHF - Careiro de Várzea - AM
# 3 VHF - Itacoatiara - AM

# 9 VHF - Manacapuru - AM

ESPN NOTÍCIAS

Coluna # 157

Coluna publicada no site Esporte e Mídia. Todo domingo, apresento uma reflexão sobre temas da mídia esportiva.

 

Um canal com mais notícias é um canal com menos esporte. Por diversas vezes já vi a ESPN Brasil preferir o “ao vivo” em vez de competições. Algumas vezes escondendo no Watch. Agora, o escondido vai parar no ESPN Extra. Não vou discutir as estratégias de pacotes e a escolha do ESPN+ para clássicos. Mas o fato com o ESPN Extra é diferente. O esconderijo está restrito a quatro operadoras ainda, CaboTelecom de Natal, Costa do Sol de Cabo Frio e Omni Telecom, que é representante da Sky. Para manter um canal de notícias, como é o transformado ESPN Brasil, o Extra já deveria figurar em outras operadoras.

[...]


PODCAST: DATA FIFA É MUITO CHATO PORQUE NÃO GERA CONVERSA DE BAR

Coluna # 008

Coluna publicada no site Esporte e Mídia. Todo domingo, apresento uma reflexão sobre temas da mídia esportiva.



CRENÇA RELIOSA


A CRENÇA RELIGIOSA, enquanto uma atitude ou estado mental dos agentes, independentemente de sua expressão em tradições religiosas específicas, tem despertado o interesse de pesquisadores de diferentes áreas, tais como, filosofia, neurociência, psicologia cognitiva e antropologia. É também notável a disposição dos pesquisadores em transitar por esses diferentes domínios. Essa postura se deve, em parte, à complexidade do fenômeno. Dentre os problemas que aí se colocam, destacam-se o caráter aderente e memorável dessas crenças, assim como sua ampla disseminação entre os agentes, em que pesem seu traço reflexivo e variedade doxástica. O objetivo do colóquio é trazer àtona algumas dessas abordagens, para que a crença religiosa possa ser analisada em seus diferentes aspectos.


Objetivo
Apresentar diferentes abordagens sobre a crença religiosa


Justificativa
Nos últimos anos, é crescente o interesse de pesquisadores, de diferentes áreas, sobre a crença religiosa. No entanto, todo esse conhecimento que vem sendo produzido ainda é pouco divulgado entre os pesquisadores brasileiros que se situam na linha de filosofia da religião. O objetivo é divulgar esse conhecimento e, de modo mais preciso, apresentar a crença religiosa em seus diferentes aspectos.



Destinatários
 Estudantes de graduação e pós-graduação de Filosofia


Inscrição e Investimento
http://bit.ly/2wxbLU5

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

AUTORIA E COLABORAÇÃO EM REDE


JOSÉ TRAJANO DE VOLTA A TELEVISÃO ABERTA


José Trajano, ex-ESPN, estará novamente na telinha. em data a definir, apresentará o programa "Papo com Zé Trajano" de segunda a sexta, às 18h45, com 15 minutos de comentários sobre esporte, cultura e política.

Leio no Papo de Bola, que este canal é aberto somente na cidade de São Paulo e região metropolitana, sintonizado no 44.1 digital, e pode ser visto no interior paulista e nos outros estados do Brasil pela internet. A TVT ficou conhecida há algum tempo por gerar imagens de pronunciamentos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que fez sua logomarca ser vista em vários canais abertos. Mantida pelos sindicatos dos bancários de São Paulo e dos metalúrgicos do ABC.

Em todo território nacional ela é sintonizada via satélite pelo StarOne C3, frequência 3851 Vertical, SR 5000

SKY LANÇA NOVOS CANAIS EM ALTA DEFINIÇÃO


A operadora Sky, tem previsão de adição da versão em alta-definição, para o dia de hoje, dos seguintes canais: 
471 - Animal Planet
486 - TLC
490 - Lifetime
491 - E!
512 - Cinemax
538 - A&E
548 - Fox Life
549 - Investigação Discovery
571 - Band News
632 - Mosaico Premiere

Os canais estarão disponíveis em alguns dos pacotes 2017.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

TRÊS JOGOS E UM EMPATE

Pílulas do dia seguinte

Um jogo em três momentos. Os primeiros minutos de jogo um massacre corintiano. Esperei uma goleada. Foram tantas as bolas cruzadas e passadas pela área portenha. Os quinze minutos finais um jogo morto. E por fim, o Corinthians esqueceu de voltar para o segundo tempo. Nos três jogos percebi que os paulistas não estão em crise. A presença de Jadson faz a diferença e a dupla com Maicon deu ao time velocidade para o ataque. Mas como eu, leigo que sou vi isso, que dirá então Diego Cocca Pera. O homem movimentou as peças inverteu a cancha, praticamente matou Jadson e a velocidade do ataque, já lento a altura e na bagagem para Buenos Aires foi com um empate. Missão dificil para o timão em Buenos Aires.


Classificado para as quartas: Independiente

III SIMPÓSIO SUL DA ABHR

A Regional Sul da Associação Brasileira de História das Religiões está organizando o 3o Simpósio Sul da ABHR – Educação e Respeito às Diversidades, que acontecerá nos dias 20 a 22/11/2017 aqui na Universidade Federal de Santa Catarina, Campus Florianópolis.

As submissões de propostas de comunicação oral e pôsteres em grupos de trabalho, oficinas, minicursos e atividades culturais estão abertas até o dia 30/09/2017.

Interessados em atuar na monitoria do evento também podem se inscrever até o dia 30/09/2017.

Mais informações você pode encontrar nos seguintes endereços eletrônicos:
http://abhrsul.paginas.ufsc.br/
https://www.facebook.com/events/1703432589952053/

CLÁSSICO DE FRANÇOIS TRUFFAUT NA TELEVISÃO


O Arte 1 estreia o filme "A mulher do lado", considerado um dos melhores trabalhos do aclamado diretor François Truffaut. A trama conta a história de dois ex-amantes que se tornam vizinhos enquanto vivem com seus respectivos cônjuges, depois de sete anos de um término turbulento. Os protagonistas que precisam lidar com o relacionamento amoroso passado são interpretados pelos atores Gérard Depardieu e Fanny Ardant, indicada ao César na categoria melhor atriz, em 1982. 

ESTREIA:
15 de setembro, a partir da 0h.

FESTIVAL DE CINEMA E CULTURA DA DIVERSIDADE SEXUAL



quarta-feira, 13 de setembro de 2017

SE A FILOSOFIA NÃO VAI SE DIVERSIFICAR, VAMOS CHAMÁ-LA DO QUE REALMENTE É

A vasta maioria dos departamentos de filosofia nos Estados Unidos oferece cursos (disciplinas) somente na filosofia derivada da Europa e do mundo que fala inglês. Por exemplo: dos 118 programas de doutorado em filosofia existentes nos Estados Unidos e Canadá, apenas 10% tem pelo menos um especialista em filosofia chinesa como parte de seu corpo docente. A maioria dos departamentos de filosofia também não oferecem cursos em filosofia africana, indiana, islâmica, judia, latino-americana ou de qualquer tradição não europeia. De fato, nos 50 mais conceituados programas de doutorado em filosofia dos países de língua inglesa, apenas 15% tem qualquer membro docente ensinando QUALQUER filosofia não ocidental.
Dada a importância das tradições não europeias na história da filosofia mundial e no mundo contemporâneo, e dado o aumento do número de estudantes não europeus nas faculdades e universidades americanas, isto é surpreendente. Nenhuma outra disciplina das ciências humanas demonstra em seus domínios uma negação tão sistemática da maior parte das civilizações. Essa situação é difícil de justificar moralmente, politicamente, epistemologicamente ou mesmo como afirmação de uma boa prática de pesquisa e educação.
Nós, autores – junto com vários colegas e estudantes – trabalhamos por décadas para convencer a filosofia americana a ampliar os cânones de seu trabalho e do seu ensino; demonstramos aos colegas a urgência de olhar para além do cânone europeu em suas próprias pesquisas e atividades. Enquanto alguns poucos departamentos tornaram seus currículos mais diversos, e mesmo com a Associação Americana de Filosofia lentamente ampliando sua representação da filosofia mundial em seus programas, o progresso ainda vem sendo mínimo.
Muitos filósofos e muitos departamentos simplesmente ignoram os argumentos para uma maior diversidade; outros respondem com argumentos pró-eurocentrismo que nós e muitos outros já refutamos várias vezes. O campo da filosofia como um todo permanece resolutamente eurocêntrico. Por conseguinte, parece inútil pesquisar, pensar e ensaiar novos argumentos por uma maior diversidade, por mais atraentes que nos pareçam.
Ao invés disso, nós pedimos então àqueles que sinceramente acreditam que faz sentido organizar nosso campo inteiramente em volta de textos e figuras americanas e europeias que realmente defendam essa ideia abertamente e com honestidade. Sugerimos que todo departamento que ofereça regularmente somente cursos sobre a filosofia ocidental que se renomeiem “Departamentos de Filosofia Americana e Europeia”. Essa simples mudança mostraria claramente o domínio e a missão desses departamentos, e já sinalizariam aos estudantes e colegas suas verdadeiras intenções e compromissos intelectuais. Não vemos justificativas para resistir a essa pequena reestruturação (embora comentários com visões opostas a este artigo sejam bem vindos), particularmente daqueles que endossam, implicitamente ou explicitamente, essa orientação eurocêntrica.
Alguns de nossos colegas defendem essa orientação com o argumento de que a filosofia não europeia pode pertencer apenas aos departamentos de “estudos de áreas”, como “Estudos da Ásia”, “Estudos da África” ou “Estudos Latino-americanos”. Nós pedimos a quem tem essa visão que sejam coerentes, e que aloquem seus departamentos também como “estudos de áreas”, no caso, “Estudos de Filosofia Anglo-Europeia”.
Outros podem argumentar contra a renomeação dizendo ser injusto segmentar a filosofia: “Não temos departamentos de matemática ou física euro-americanas”. Isso não passa de pobres sofismas. As tradições filosóficas não europeias oferecem distintas maneiras de pensar e soluções para os problemas discutidos pelas filosofias europeia e americana; elas focam e dão importância a alguns problemas que a tradição americana e europeia não se preocupam tanto; também enfatizam e discutem mais profundamente problemas filosóficos que são marginalizados na filosofia anglo-europeia. Não há diferenças consideráveis ou comparáveis na forma como a matemática ou a física são pensadas e praticadas em outras culturas contemporâneas.
É claro que acreditamos que renomear departamentos não teria um valor nem próximo ao de efetivamente ampliar os currículos do campo da filosofia e todos termos esse nome: filosofia. A filosofia como campo tem o problema sério da diversidade, com mulheres e minorias sendo mal representadas em todos os níveis do corpo estudantil e docente, mesmo com o crescimento desses grupos no número de estudantes e universitários em geral. Parte do problema é a percepção de que os departamentos de filosofia são templos onde só chegam os homens de descendência europeia. Nossa recomendação é direta: aqueles que estão confortáveis com essa posição que tenham a boa fé de confirmar e defender essa posição de maneira honesta; se não podem fazê-lo, é urgente que diversifiquem seu departamento e seu currículo.
Não é nossa intenção desprestigiar o valor de trabalhos realizados no cânone filosófico contemporâneo. É claro que não há nada errado com a filosofia escrita por homens descendentes de europeus; mas a filosofia sempre se torna mais rica quando é mais diversa e plural. Tomás de Aquino reconheceu isso quando seguiu seus colegas muçulmanos e leu os trabalhos do filósofo pagão Aristóteles, ampliando assim o currículo filosófico das universidades de seu tempo. Nós esperamos que os departamentos de filosofia dos Estados Unidos algum dia ensinem Confúcio tão rotineiramente como ensinam Kant; que os estudantes de filosofia eventualmente tenham tantas oportunidades de estudar “BhagavadGita” como tem com “A República”; que o pensamento do Homem Voador, do filósofo persa Avicena seja tão conhecido quanto o “Cérebro na Jarra”, da filósofa americana Hilary Putnam; que o exame crítico do ser feito pelo ancião indiano Candrakirti seja tão estudado quanto o de David Hume; que Franz Fanon, KwaziWiredu, LameDeer e Maria Lugones sejam tão familiares aos estudantes quanto seus igualmente profundos colegas do cânone filosófico contemporâneo. Mas, até lá, sejamos honestos, encaremos a realidade e chamemos os departamentos de filosofia europeia-americana do que eles realmente são.
Oferecemos um ultimo conselho aos departamentos de filosofia que ainda não adotaram a diversidade em seus currículos: por razões demográficas, políticas e históricas, a mudança para uma concepção mais multicultural da filosofia nos Estados Unidos parece inevitável.
Acatem o ditado estoico: “O destino leva aqueles que o seguem de boa vontade; e afasta os que não o fazem”.

Jay L. Garfield – Professor da Yale University em Cingapura.

Bryan W. Van Norman – Vassar College

MUNDO SENAI