segunda-feira, 24 de abril de 2017

METRO: ÃO, ÃO, ÃO SEGUNDA DIVISÃO


A frase de abertura do comentário do Augusto Ittner no Jornal de S. Catarina é uma ótima provocação ao Metropolitano e a descrente torcedor do time: “o rebaixamento faz parte do futebol e é preciso saber lidar com ele”. O rebaixamento do Metropolitano começou na primeira rodada do campeonato e com a forma como o futebol foi (mal)tratado. Buscar culpados após a última rodada não mudará o quadro. A mudança começa com visão estratégica a longo prazo e não com a montagem e desmontagem em competições, como é a medíocre realidade do time blumenauense. 

Rebaixamento não é fechamento de portas. Cair é aprender o caminho do retorno, como muitos aqui em Santa Catarina fizeram. Antes da segundona em 2018, há a Série D. Li que o time corre o risco de fechar, que disputará por completar tabela e outras coisas. Como também, alguns torcedores mais ásperos vociferando. Há tempos, venho aqui no Blog alertando do perigo iminente do rebaixamento, nenhuma novidade. A questão agora é reencontrar o caminho da primeira divisão. A próxima diretoria repense o time e o respeito ao torcedor.

Pelo menos um nota no site, uma mensagem, algo a mais que os dois últimos tuiteres pós-jogos. Já vi notas de falecimento mais animada que os canais de comunicação do time.

Torço para um encontro em Blumenau x Metropolitano, em 2018...

MAIS UM SERIADO COM BASE DE LONGA-METRAGEM



"Sobreviver Para Contar: Guerra" re-estreia dia 25 de abril, às 21h no canal History. 

Leio no VcFaz.TV que amanhã, 18, o canal History estreiará "Sobreviver Para Contar: Guerra". 

A série é uma continuação de "O Grande Herói" ("The Lone Survivor"), longa-metragem dirigido por Peter Berg e estrelado por Mark Whalberg, sobre um fuzileiro das tropas de elite no Afeganistão. A produção acompanha os homens das Forças Especiais dos Estados Unidos enquanto revelam missões secretas perigosíssimas e atos heroicos por meio de recriações de alta qualidade e narrativas em formato de documentários. 

As Forças de Operações Especiais dos Estados Unidos são o grupo militar mais altamente treinado do mundo e, desde 2001, têm lutado na guerra global contra o terror – o conflito armado mais longo da história americana. Oficiais do Exército, Aeronáutica e Marinha estão entre os valentes homens que combatem o terrorismo. Sobreviver Para Contar: Guerra é um retrato poderoso do ambiente de alto risco em que esses oficiais devem atuar e dos desafios que eles enfrentam nessa tarefa. Cada episódio inclui entrevistas intimistas, sequências cinematográficas repletas de ação e imagens reais de operações realizadas no Iraque e no Afeganistão. A série traz a experiência humana da guerra, histórias verdadeiras de heroísmo, coragem, parceria, sacrifício e, acima de tudo, de honra. 


No episódio de estreia, "Objetivo Berlim", a Companhia Alpha do 1º batalhão do 75º Regimento dos Rangers recebe a missão intitulada “Objetivo Berlim”. O alvo é um campo de treinamento dos talibãs. Os analistas da inteligência começam a monitorá-los e constatam grande movimento inimigo na região. O campo parece ser muito importante para os talibãs e precisa ser eliminado. 

PETER PÁL PELBART: NOSSA SOCIEDADE ESTÁ ESGOTADA

MARTA SZPACENKOPF, EM "O GLOBO", ENTREVISTA PETER PÁL PELBART
20/04/2017 4:30

“Nasci em Budapeste e vim para o Brasil com 3 anos. Sou filósofo, ensaísta e tradutor. Me formei em Filosofia pela Universidade de Sorbonne e coordeno a Companhia Teatral Ueinzz, formada por pacientes psiquiátricos. Me inspirei em autores como Nietzsche e Deleuze para apresentar os traços do niilismo contemporâneo.”
Conte algo que não sei.
Precisamos repensar a própria questão do tempo. Existe uma política do tempo, de uma imediatez tamanha, que achatou a dimensão de tempo, quase eliminado-a. Mas, como é que se vive um tempo, inclusive coletivamente, que não seja o da produtividade? No fundo, essa aceleração visa fazer render e produzir cada vez mais, otimizar as horas, ter uma finalidade. E se ousássemos pensar numa existência que não estivesse subordinada a uma finalidade como o progresso, a competência ou o dinheiro? Será que aguentaríamos?
A busca por uma finalidade está relacionada ao aumento de casos de depressão e ansiedade?
Sim. A exigência de ser uma empresa e ter que aprimorar suas competências para ter mais, e poder se oferecer ao mercado com mais chances exige muito. Exige, talvez, mais do que antigamente, quando alguém tinha que seguir certa tradição. Agora nem tem uma tradição para seguir, mas existe esse aprimoramento infinito e, no fundo, infindável. Nunca está bom, nunca é o suficiente. Ou seja, essa exigência tem um custo: ela cobra psiquicamente, e tem muita gente que não aguenta.
A sociedade está esgotada?
Nossa sociedade está esgotada de tudo: da velocidade, da representação, da saturação de informações, dos modos de controle e de monitoramento da vida. As pessoas estão cansadas de um modo de existência que não foi escolhido por ninguém, mas imposto a todos. Assim, cada um se sente exigido, coagido e cobrado a se otimizar e se aperfeiçoar, o que é um mecanismo de extração de vida e também de monitoramento.
E isso é totalmente negativo?
O esgotamento tem algo de positivo: em certos pontos, nos permite largar alguma coisa, em vez de querer restaurar, colar os cacos e conservar o velho. Precisamos largar algo que de fato caducou, e detectar novos movimentos e experimentações, que às vezes passam pela arte, política, clínica e filosofia. Em todos esses domínios, algo vai se experimentando, e eu diria que são tentativas de forjar outras maneiras de viver junto, de pensar.
No contexto de sociedade em crise, como as pessoas podem ser libertadas?
O que eu consigo enxergar não é uma resposta para isso, mas sim várias tentativas de experimentar uma nova relação consigo, com o entorno, com os poderes e com o próprio corpo. Não sei se é propriamente se libertar, porque não haveria um estado de liberdade absoluta. Acho que estamos num momento em que essas utopias mais paralisam do que realmente nos ajudam a pensar em saídas.
Estamos caminhando para uma nova sociedade?
Se o niilismo, a bio-política e o esgotamento servem para alguma coisa, obviamente é para fazer pensar as pequenas pistas que poderiam indicar outros modos de existência. Eu digo modos de existência e não sociedade porque acho esse termo muito global e pretensioso. O que percebo é que movimentos estão se articulando de forma mais interessante e vital. Essa cartografia tem que ser feita o tempo todo. Teríamos que retrabalhar a nossa percepção, inclusive para remover todos os clichês que estão grudados na gente e que nos dizem, por exemplo, o que é amor, felicidade, vida boa e beleza. Esse clichês produzem uma percepção e um ideário que precisam ser postos em cheque.


domingo, 23 de abril de 2017

APÓS 40 ANOS CORINTHIANS ENFRENTARÁ PONTE PRETA NA FINAL


O jogo é marcado por duas situações bem diferentes entre os times envolvidos. No meio da semana o São Paulo foi eliminado pelo Cruzeiro, jogando pela Copa do Brasil. Pela mesma competição, o Corinthians sofreu diante do Internacional e foi eliminado em casa. O encontro desses dois pela semifinal do Campeonato Paulista pode marcar a carreira futura de seus técnicos. A crise parece ser tão grande que o Corinthians até adota a espada de São Jorge São uniforme só não se sabe para quem espada.

Ambos têm grandes jogadores, mas não convencem. Com gol impedido Corinthians abre o placar. A zaga do São Paulo é muito lenta. No jogo da semana passada observei que o São Paulo deveria avaliar seriamente possibilidade de jogar com três zagueiros. Deixar o Pratto isolado é torcer pelo inesperado. O gol de empate do São Paulo foi inesperado. Corinthians dominava o jogo e perdeu uma bola no meio de campo enquanto envolvia-se pela onda da torcida, inesperado.

Um problema crônico do futebol brasileiro é arbitragem. Apesar do gol inválido não dá para dizer que o juiz favoreceu apenas o Corinthians. Ele errou para os dois lados muito confuso nas tomadas de decisões. Segundo tempo jogo pesado, duro e o apitador não ajudou. Gosto de juízes que deixam o jogo correr, mas esse de hoje deixou violência correr. Muita falta boba que não apitou e tentou segurar o jogo com cartões. Despreparo.

Ver o jogo do Corinthians é o verdadeiro teste de paciência. O segundo tempo Corinthians dominou os 15 primeiros minutos, após assistiu o São Paulo jogar: haja paciência.

COLNIZA CHORA

Pra dividir a terra tanto sangue derramado,
Na luta por um pedaço de chão

A tragédia anunciada e concretizada na manhã do dia 20 de abril, em Colniza interior de Mato Grosso, não é um fato isolado, os dados têm mostrado que a região onde o município se localiza como um dos mais violento do Estado de Mato Grosso, que é um dos estados mais violento do Brasil. Como já demonstra o Cadernos de Conflito no Campo, lançado pela CPT no dia 17 de abril,
Essa onda de violência integra um avanço do modelo capitalista sobre os direitos dos trabalhadores/as, sobre a apropriação dos recursos naturais, terra, minerais, água e etc.. Avanço este potencializado pelo golpe que o Brasil esta vivendo, e por projetos de lei como a PEC 215 que dispõem sobre terras indígenas e quilombolas, a MP759 que dispõem sobre a reforma agrária e a PL 4059 sobre a compra de terras por estrangeiros, além de outra gama de projetos de lei e medidas provisória que não são criados no sentido de resolver os problemas do campo, mas de aumentar a concentração fundiária.

Essa concentração que leva ao extermínio da biodiversidade, dos recursos naturais e das pessoas nas chamadas áreas de fronteiras.

Colniza hoje chora a morte e o desaparecimento dessas pessoas abandonadas pelo Estado como a dois anos choraram a morte de Josias Paulino de Castro e Irani da Silva Castro – dirigentes camponeses do município, assassinados dois dias após denunciar ameaças para o ouvidor nacional do INCRA. Mato Grosso chora por saber que há outras mortes anunciadas, e que nada esta sendo encaminhado no sentido de impedir essas novas tragédias, o Brasil chora pela repetição desses ocorridos, que marcam o mês de abril. Tragédias como El Dourado dos Carajás que dia 17 completou 21 anos de impunidade, e que deixa a sensação de que trabalhadores podem ser assassinados que nada acontecerá aos mandantes. Assim como tantas outras mortes, não divulgadas.
Não podemos nos calar diante de tão grande dor, que nossa indignação alcance os responsáveis diretos e indiretos por este massacre, e que este não seja mais um caso de impunidade e que o estado não seja novamente conivente com os assassinos.

A cada companheiro tombado, nenhum minuto de silencio, mas toda uma vida de luta.


GOVERNO TEMER PREJUDICA QUILOMBOLAS DE TODO O PAÍS


RODRIGO CAIO, IMPRENSA E KANT


Milton Leite foi felicíssimo ao enaltecer a atitude do zagueiro são-paulino, Rodrigo Caio, no lance do cartão amarelo de Jô, na partida de ida da semifinal do Paulistão. Agora, no pós-jogo, as mesas-chatas-redondas debatendo o entre o certo e errado de Caio [...]

Sobre este fato, com indicações em Kant, que desenho minha coluna no Esporte e Mídia. Agora mostrada sempre aos domingos.





sábado, 22 de abril de 2017

NOTA DE FALECIMENTO: PE. ORESTES SATLER

Comunicamos com pesar o falecimento do Pe. Orestes Satler, SDB, que trabalhou muitos anos na paróquia Sagrado Coração de Jesus, Massaranduba.

Seu corpo será velado na Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus e o enterro será no cemitério da mesma localidade.

Ainda não sabemos a hora que o corpo vai chegar aqui, mas assim que soubermos avisaremos. Desde já nossa prece por ele.

ATUALIZAÇÃO, 20:00
A missa de corpo presente será amanhã, 23 de abril, às 16h.


SEMINÁRIO EPISTEMOLOGIAS AFROAMERICANAS: EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE



sexta-feira, 21 de abril de 2017

MOÇÃO DE REPÚDIO


Nas últimas semanas, as redes sociais exibiram fotos de estudantes de Medicina em dois estados brasileiros - Santa Catarina e Espírito Santo - fazendo gestos de menção a vaginas, em apologia ao machismo e a misoginia. No Espírito Santo, foram pelo menos duas situações: na primeira, estudantes da Universidade de Vila Velha (UVV) aparecem fazendo tais gestos com as calças arriadas e, na segunda imagem, veiculada no dia 19 de abril, estudantes do Centro Universitário do Espírito Santo (Unesc/Colatina) repetiram a cena.

Em Santa Catarina, os estudantes pertencem ao curso de Medicina da Universidade Regional de Blumenau (Furb) e, após a divulgação do conteúdo, processam a ativista Rosane Magali Martins, do Instituto Feminista Nísia Floresta. Os estudantes contam com assistência judiciária gratuita e o processo tramita em segredo de justiça. Rosane teve que retirar as postagens sobre o tema e está proibida de falar sobre o assunto, numa atitude de deliberada censura, o que reforça o histórico silenciamento feminino, mesmo diante das estarrecedoras estatísticas de violência de gênero. O Brasil aparece em quinto lugar no ranking mundial em feminicídio.

Participantes da 1ª Conferência Livre de Comunicação em Saúde do Conselho Nacional de Saúde (CNS), reunidos/as em Brasília, entre os dias 18 e 20 de abril, repudiam a ação destes estudantes que atentam contra a dignidade das mulheres. É inconcebível que futuros profissionais da saúde, que devem zelar pela integridade dos usuários e o atendimento humanizado, sejam protagonistas de um ato que atenta contra os direitos humanos e a dignidade física, psicológica e simbólica das mulheres.

Brasília, 20 de abril de 2017.

SEXUALIDADE, AFETIVIDADE E GÊNERO

Norteados pelas palavras do Papa Francisco  em sua  Exortação Apostólica Amoris Laetitia,   a Diocese de Joinville convida você para a  tarde de  Formação para a pastoral familiar e movimentos que trabalham com famílias. A formação terá como tema: Sexualidade, afetividade e Gênero e terá como assessora a Professora Doutora Clelia Peretti de Curitiba. Em nossa sociedade hoje enfrentamos muitos desafios em nossas famílias na área da sexualidade. A sexualidade deixou de ser algo sagrado.

Por isso convidamos para este momento de formação:

Data: 29 de abril de 2017
Horário: 14:00 até 18:30 (sábado)
Local: Mitra diocesana de Joinville
Endereço: Rua jaguaruna,147
Valor p/ pessoa: R$ 5,00 (para o café)

“O próprio Deus criou a sexualidade, que é um presente maravilhoso para as suas criaturas.”
“...A sexualidade não é um recurso para compensar ou entreter, mas trata-se de uma linguagem interpessoal onde o outro é tomado a sério, com o seu valor sagrado e inviolável .” ( Amoris Laetitia n. 150)

Inscrição: Para melhor organização solicitamos enviar as fichas para o email pastoral.familiar@diocesejoinville.com.br, ou entregar na mitra diocesana no setor vida e família até o dia 25 de abril, ou ainda para os coordenadores da pastoral familiar das suas respectivas comarcas ou paróquias.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

VIVOTV ABRE SINAL DA REDE TELECINE

A partir de amanhã, 21 até a próxima sexta-feira, a operadora VIVO abre o sinal dos canais da Rede Telecine para toda sua base de assinantes. Os canais, estão locados, para os assinantes do satélite Amazonas, entre os VC 675 a 679 para definição padrão e 893 a 898 para os canais em alta definição. 

Os assinantes acompanharão a estreia de Kéfera neste final de semana. 

TIRADENTES NO DIA DE TIRADENTES


Amanhã lembramos a história da inconfidência. História, fatos e lorotas. Os livros contam a história que querem. Porém, é feriado. E o dia marca a execução de Joaquim José da Silva Xavier, e nele o Canal Brasil exibe o longa "Tiradentes", às 18h30. Filme de Oswaldo Caldeira relembra a trajetória do líder da Inconfidência Mineira e traz Humberto Martins, Adriana Esteves, Paulo Autran, Julia Lemmertz, Giulia Gam e Rodolfo Bottino no elenco. Ótima produção.


HOMEM INVISÍVEL NO MUNDO INVISÍVEL



Vejo o mundo inteiro
Numa espécie tosca de carrossel
Cada lugar um bicho
Corrida maluca pra pagar o aluguel

Nesse consumismo
Plastificado o rosto, amor, religião
Carregando status
Num mundo invisível angustiado cidadão

Parem esse mundo que eu quero descer
Tudo é dinheiro, o amor pra onde vai?
Quero um abraço dos meus bons amigos
Pois nenhum dinheiro compra um verdadeiro

Mestre de luz, saúde e proteção
Seus pensamentos são a sua condição
Se você não acredita num mundo invisível
Como é que explica se te toca minha voz

Se a minha voz te toca

Quando se está cansado
Repare que tudo acontece pra te testar
Sua dignidade
Mantém a sua inteligência, caráter, persistência

Mestre de luz
Conduzindo cada um de nós
Dessa nossa vida
Levaremos apenas nossa poesia

Parem esse mundo que eu quero descer
Tudo é dinheiro, o amor pra onde vai?
Quero um abraço dos meus bons amigos
Pois nenhum dinheiro compra um verdadeiro

Mestre de luz, saúde e proteção
Seus pensamentos são a sua condição
Se você não acredita num mundo invisível
Como é que explica se te toca minha voz

Se a minha voz te toca
Toca, toca, toca

Amor, raiva, ódio, tudo
Vírus, prótons, nêutrons, física quântica
Milagres, milagres, milagres
Como você explica os milagres?

quarta-feira, 19 de abril de 2017

DRAMA JUDICIAL É A NOVIDADE NESTA QUARTA-FEIRA NO A&E

"Bull" estreará, amanhã, 20 de abril, às 23h15 no canal A&E. 

Estrelada por Michael Weatherly como Dr. Bull, um brilhante mestre na arte de manipular os membros de qualquer júri, advogados, testemunhas e, inclusive, o acusado. A produção é baseado no início da carreira do Dr. Phil McGraw, fundador de uma das empresas de consultoria de julgamento mais prolíficas de todos os tempos. A série acompanha Dr. Bull, um homem que o trabalho combina psicologia, intuição humana e dados de alta tecnologia para descobrir o que move jurados, advogados, testemunhas e acusados no tribunal. 

CHEGA LOGO, BRASILEIRÃO!

Coluna #136


Nos últimos dias, a Confederação Brasileira de Futebol – CBF – apresentou a distribuição dos jogos da principal competição do futebol nacional. Serão até sete jogos, em diferentes horários no final de semana. Sábado com as faixas das 16h; 19h e 21h. Domingo, já cedo, 11h; 16h e 19h, e para fechar a semana, na segunda-feira, às 20h. No meio de semana, as partidas em três horários, 19h30, 21h e o famigerado 21h45.
[...]

Sobre a janela de transmissão que falo em minha coluna semanal.


NÃO EXISTE UM CEMITÉRIO VIRTUAL

O que acontece com nossos mortos nas mídias sociais?

As imagens chocantes das vítimas do atentado de Drottninggatan, na Suécia, ainda insistem em espalhar-se pelas mídias sociais, especialmente pelo Facebook. Houve manifestações no país contra a divulgação da morte pelas mídias sociais.

Após o ataque caminhão em Queen Street na sexta-feira, 07, foram espalhadas imagens explícitas das mortes e os perfis das vítimas continham ativos.  Um jornal Sueco questionou o Facebook sobre a exposição gratuita da morte e da violência e a página respondeu que aquelas imagens não violam a política de exposição e que ainda este tipo de fato, de fazer falar sobre, podem "aumentar a conscientização sobre as questões que eles acham que são importantes." A rede social anunciou apenas que eles vão colocar um limite de 18 anos em algumas imagens.


Qual o espaço da morte nas redes sociais virtuais?

COMO É DIFÍCIL PENSAR FORA DA CAIXA

Ontem vivi uma experiência diferente em sala. No Ensino Superior, minha turma de terça estava numa sala alternativa, sem cadeiras, projetor, mesa ou qualquer outro artifício “pedagógico”. Havia apenas uma sala pequena, muitas almoçadas e um miniquadro com três meios-bastões de giz.

Havia a possibilidade de ficar naquele espaço ou retornar para sala tradicional.

Preparei uma aula expositiva com recursos visuais por meio do Power Point, sem saber do espaço.

Confesso que no primeiro momento, pensei em sair da sala. Não ficar nela. Cheguei o espaço estava com apenas duas estudantes, os demais estavam no intervalo. Sentei no chão, contemplei o espaço e pensava na dificuldade de lecionar sem mesa e projetor. Enquanto divagava as duas meninas, conversavam. Penso que era uma conversa triste, ouvia as vozes de fundo, sem interpretar suas falas, mas centrada em minha crise didático-pedagógico.

Segundo Guattari e Rolnik*, “a noção de território aqui é entendida num sentido muito amplo [...]. Os seres existentes se organizam segundo territórios que os delimitam e os articulam aos outros existentes e aos fluxos cósmicos. O território pode ser relativo, tanto a um espaço vivido quanto a um sistema percebido no seio do qual um sujeito se sente em casa” (p. 323). Sentir-se em casa num espaço fora da caixa. Quanta dificuldades temos. Então para pensar a minha aula, tomei os três meios-bastões de giz, no miniquadro e escrevi toda minha exposição em Power Point nele. Sentei no centro da sala, fechando o círculo de almofadas, coloquei o computador na frente dos olhos e então conversamos sobre o tema da noite.

Construiu no espaço de linhas difusas um território. Não aquele proposto pela sala, mas o meu. Conduzi os estudantes para a minha aula dentro do meu território. Impedi que os fluxos possíveis desenhados pelo espaço fossem concretizados. É difícil desterritorializar. Mesmo quando é preciso pensar fora do convencional, direcionamentos as linhas para nossa segurança.

Não farei um mea-culpa, mas quero chamar atenção pelas dificuldades que nós, professores, temos um criar espaços de criatividade fora da caixa. Desterritorializar como Guattari e Rolnik sugerem. Pensamos e julgamos os processos de ensinar e aprender centrados em determinadas seguranças, que a simples ausência de uma mesa e de um projetor significam incômodos. Por que pensamos educação apenas em espaços territorializados? O desafio do educador é propor um pensar nômade e criativo. Como diria Millôr Fernandez, o poeta do humor, “live pensar, basta pensar”. Mas como ser livre se estamos centrados em espaços rígidos?

Para Deleuze ** o território é fundamental para o animal. Para ele todo animal tem um espaço específico de sobrevivência, o ambiente do grupo. O animal vive num espaço reduzido de mundo. Mas o homem vive no mundo, em todos os espaços. Se assim o vivemos, porque burocratizamos os espaços? Demarcamos territórios e na ausência deles nos surpreendemos?

Pensar fora da caixa, fora dos padrões nos exige desterritorializar o obvio.

* GUATTARI, F.; ROLNIK, S. Micropolítica: cartografias do desejo. Petrópolis: Vozes, 1986.
** DELEUZE, G. 2002. L’Ile Deserte et d’autres textes: textes et entretiens 1953-1974. Paris: Ed. 
de Minuit.